11 agosto 2017

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A Casa do Lago - Kate Morton! [Resenha #360]



Em uma bela casa na Cornualha, Inglaterra, em 1933, uma família vive feliz em belos jardins cheio de flores, com uma decoração de dar inveja pela enormidade de todo o cuidado e pela alegria que a família composta pelo casal e pelos quatro filhos transbordam. Esta é Loeanneth, a casa da família Edevane que era uma das mais ricas da Inglaterra, que em 1930 continua rica, mas perdeu um bom pedaço de terra, mas continuou com a esplendorosa mansão.

Em Londres vive Sadie Sparrow, em 2003, a detetive da polícia que está encarando um fato constrangedor em uma investigação. Uma mãe desaparecida que deixou a filha sozinha durante uma semana dentro de casa e que através de todas as provas e evidências foi constatado que a própria fugiu. Porém Sadie não está aceitando o fato e conseguiu infringir a regra de não ir até a mídia e declarar o que considera ser a verdade de que a mãe teria sofrido algo. Agora estava afastada do trabalho e foi parar na Cornualha, na casa de seu avô Bertie.

Alice Edevane é uma autora famosa de livros policiais. Agora na base dos 80 anos ainda luta contra a memória triste do que aconteceu no passado com a sua família, principalmente por recordar exatamente tudo que a noite fatídica da festa de ano-novo trouxe para todos e o segredo que ela guarda até hoje. 

Em um dia em que Sadie corria para espairecer sua raiva interna sobre o acontecido em sua investigação, ela se depara no meio da floresta com uma casa enorme, com a aparência de abandonada, com animais selvagens em volta e o mato crescendo ser sem aparado há muitos anos. Ali ela descobriu um lugar mágico e aos poucos começou a perceber também que aquele local não poderia ficar tão abandonado assim quando tudo o que havia dentro da casa ainda permanecia lá, como se tivesse sido deixada na mesma hora.

O que pode ter sido tão fatal para que uma família fosse despedaçada? Um pai que lutou na Primeira Guerra Mundial, uma mãe dedicada aos seus quatro filhos, uma casa dos sonhos e segredos que correm entre portas e janelas? É neste cenário que Sadie vai tentar reviver um caso não resolvido e talvez solucionar também sua questão pessoal interna.


Autora: Kate Morgan
Título Original: The Lake House
ISBN: 9788580417272
Páginas: 464
Ano: 2017
Gênero:  Ficção / Romance
Editora: Arqueiro







 

Quando vi que A Casa do Lago seria um drama no estilo de suspense já fiquei feliz. Adoro livros de drama e quando inclui a incursão ao passado e o presente no sentido mais atual, já quero me jogar de cara. Pelo que li sobre Kate Morgan, a autora, ela é especializada nas questões de escrever sobre dramas do século XX e quem leu ou vai ler o livro pode perceber que a descrição de toda a época é realmente bem descritiva e detalhada.

De início vamos ao encontro de uma família aristocrática que se vê conhecendo os problemas da guerra e do que tudo isto envolve pela questão da separação e dos atributos do que a volta de um homem sobrecarregado pela crueldade humana pode causar. Cada um dos personagens tem uma característica peculiar, que os transforma em únicos. Alice, que é uma das filhas do casal da trama, é a personagem principal, contando esta a parte do passado da família.

Em seguida temos o conhecimento de Sadie, que vai mostrar mais o lado do presente, com um instinto de detetive e assim compor todo o suspense com a ajuda de outros personagens secundários e também um outro mistério à parte que vai sendo solucionado pelas entrelinhas.

Vi algumas opiniões a respeito desta história e alguns disseram que ela é um pouco arrastada. Na verdade de início foi um pouco lento pegar o ritmo de tudo, já que os capítulos são entrelaçados entre as vidas dos personagens e o passado e o futuro. Também há a particularidade de que eu gosto muito da questão do passado e quando pulava para o futuro eu lia com um pouco mais de lentidão. Depois que consegui me conectar com o rumo que tudo estava tomando e com o que realmente estava subentendido, imergi totalmente na leitura.

No quesito inteligência literária não é à toa que o livro de Kate Morgan foi vendido para 18 países. A criatividade ao criar um enredo tão intrigante e sem pontas soltas é um ponto alto do livro. Quando eu imaginava que iria seguir por um rumo, logo dava de cara na porta e me via novamente em um mar aberto em busca de novas pistas. São diversas hipóteses para os acontecimentos e quando achei que na metade do livro tudo havia sido entregue percebi como estava sendo tola. A realidade é que a autora segue o ritmo do suspense e coloca o leitor na expectativa até o momento final.

Há um sabor enorme entre a diversidade da amizade, do amor, da paixão, dos conflitos e do que os personagens precisam passar para alcançarem seus objetivos. A dor e a felicidade em uma espécie de guerra para ver quem ganha mais espaço.

No final o que fica é a mensagem de que o sentimento de culpa pode amortecer a alma durante muitos anos e a melhor garantia é sempre enfrentar todos os problemas com as pessoas que mais amamos. Um final muito bem elaborado e com uma narrativa perfeita. Kate Morgan é uma ótima escritora, com certeza!



2 comentários:

  1. Oi, Greice!
    A minha amiga e colaboradora lá no blog, leu este livro. A opinião dela foi semelhante a sua. Eu pedi que ela me desse spoilers, pois eu sei que não vou ler o livro, então eu sei um pouquinho da história.
    A Ana passou por isso de travar um pouco na leitura, mas depois de um tempo, imergiu mesmo na leitura.
    Enfim, como eu já falei, não é um livro que eu vá ler, mas achei super interessantes os temas que ele aborda.
    Ah! E a edição está linda né? A Arqueiro arrasou!
    Parabéns pela resenha!
    Um super beijo!
    Thami, Blog Historiar.

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  2. Oii, tudo bem?
    Já tinha ouvido falar do livro e apesar de não ler muitos livros do gênero, sua resenha despertou meu interesse. Parece ser uma história muito bem construída, irei anotar a dica para quando quiser sair da minha zona de conforto.
    Beijoss!
    Páginas Empoeiradas

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