19 julho 2017

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O Extraordinário: O real X O imaginário!


Em um mundo onde as aparências são mais do que associadas a algum tipo de classe social ou mais ainda, a uma classificação de ser melhor ou pior na cadeia alimentar, por assim dizer, temos que estar atentos a todo o tipo de questionamentos e associação a que nós e as pessoas fazem de si mesmas.

Quantas vezes eu me pego pensando que agora, após ter passado dos meus trinta anos, eu já não me importo mais com o que falam sobre meu corpo ou a minha aparência, mas sei que isto não é o que acontece com as pessoas mais jovens que acabam tentando de tudo para agradar os amigos ou até mesmo os familiares e quando isto não acontece pode causar efeitos perturbantes e caóticos na vida e na mente da pessoa.

Quem leu o livro O Extraordinário sabe que August, o menino personagem principal do livro sofre de uma doença que o deixou com diversas sequelas e que com a ida dele para a escola não é aceito por muitas pessoas, que curiosamente o acham totalmente diferente das outras pessoas e então ele vira alvo de brincadeiras, piadas e afins.

Lendo o livro dá para sentir a dor do personagem ao sentir toda esta mudança de comportamento das pessoas que não estão acostumadas a ver pessoas diferentes como ele e quando foi confirmada a adaptação do filme já fiquei imaginando como seria a questão da aparência de August já que no livro falam que ele tem um olho em tamanho diferente, no sentido que não fica na mesma distância do outro, que ele não consegue manter a boca fechada por questão dentária e que quando come ele deixa escapar comida e coisas assim. Parece algo apavorante se for ver a descrição.


Já li outros livros como Corações Partidos em que uma das personagens nasce com a mesma deformidade e a descrição da autora é de mesmo estilo e o drama também é doloroso, até bastante trágico.

O ponto todo de ter escrito isto é que ao ver o trailer do filme percebi que Auggie nada mais é para mim do que um garoto normal, que não chama a atenção por toda a descrição que foi colocada no livro e que o que mais importa na verdade é a inocência dele e a vontade de viver a vida. Acredito que o ponto desejado também em repassar esta visão ao espectador seja de que não importa a aparência da pessoa e sim o desejo que ela tem no coração e como há pessoas que não se importam com este tipo de coisa.

De início fiquei sim impressionada em perceber que tinha criado algo bem diferente em minha mente e que ao ver a criação no filme, percebi que nem sequer ficaria curiosa por uma pessoa ser daquela forma. E a questão é esta: Que tipo de visão você tem pelas pessoas ao seu redor? Qual o preconceito que te faz julgar o ser humano ao seu lado?





E o quanto você pode ser diferente dos outros?

Então pense duas vezes em como ninguém é diferente de ninguém, exceto por aquilo que guarda no coração. E por aquilo que deseja ao próximo. Todos temos dores e felicidades. Basta tentar trazer o melhor de si, mesmo que haja momentos de dificuldades.

Espero logo para ver O Extraordinário para poder me lembrar mais ainda que aparência não importa quando a pureza e a inocência ainda estão intactas perante a maldade humana.




3 comentários:

  1. Hey Greice, ainda não li Extraordinário, mas ele é um dos livros que compõem minha infindável lista de desejados. Acredito que precisamos estar sempre trazendo a memória temas como esse, como você falou no final do post. Porque, se não estivermos atentos, julgamos as pessoas pela sua aparência, isso é algo natural do ser humano e instintivo. Mas, muitas vezes julgamos errado, podendo feri-las com nosso pré conceito ou até nos impedir de criar um relacionamento maravilhoso. Esse filme tem tudo para tocar nossos corações, também vou querer conferi-lo!
    Beijos

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  2. Legal seu post.
    Eu li extraordinário, mas não achei tão tocante como todos diziam... Acho que cheguei com muita expectativa e acabei me decepcionando. Não tenho muita expectativa com o filme, mas com certeza vou fazer meu filho ler e ver o filme. Acho que a obra tem uma mensagem legal para essa criançada.
    Se desde pequenos aprenderem a não discriminar, serão adultos muito melhores.

    beijinhos!!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com/

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  3. Oi Greice, não vejo a hora deste filme estrear, amei o livro.
    Em relação a sua postagem, você levantou pontos curiosos e importantes. Eu procuro naoe prender no que as pessoas parecem ser ou ter, tento deixar qualquer tipo de preconceito de lado. Claro que nem sempre consigo, mas estou feliz com o que tenho feito

    Bjs Rose

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