04 julho 2016

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Qual o tamanho do seu preconceito?

Este post pode parecer e acredito que até vai ser mais um daqueles textos que milhares de pessoas escrevem em blogs e redes sociais pelo mundo afora. Sim, pode ser sim. O que não faz nenhum diferença no meu modo de pensar e no meu modo de agir e também de certa forma depende de você em seguir adiante ou parar por aqui na leitura.

A verdade é que não importa quantas mil pessoas escrevam sobre um mesmo tema diariamente, isto raramente faz com que uma pessoa mude o tipo de pensamento que ela tem sobre certo fato ou questão, muitas vezes porque já tem um pensamento enraizado por crenças ou até mesmo porque foi criado desta forma, os motivos podem ser vários, o que de nenhum forma há como criar desculpas para que uma pessoa tenha o direito de subjulgar ou humilhar a outra.

Ontem e no sábado, especificamente, um vídeo que foi ao ar e que posto abaixo fez com que meu coração se condoesse e que eu chorasse. Lógico que não foi somente este vídeo que me fez chorar. Lógico que a gente costuma chorar com músicas, filmes e vídeos deste teor, mas em contrapartida quando a realidade bate na sua cara e mostra um tipo de preconceito que você não pode fugir devido a estar em uma sociedade em que pessoas se acham superiores às outras, a dor se torna maior pelo fato de que mesmo você não tendo aquele tipo de preconceito sabe que pessoas sofrem todos os dias por aquilo que nunca tiveram o mínimo de culpa.



Lembro que na minha infância eu tive uma melhor amiga que era negra e que para mim isto nunca foi fato diferencial. Tanto que ela era a minha melhor amiga e vivíamos sempre juntas. Um certo dia na frente do prédio dela estavam três jovens brancos que a cercaram e começaram a insultá-la de diversas formas. Não sei dizer muito bem o que aconteceu porque a lembrança é vaga, mas sei que era um caso enorme de racismo porque o irmão dela pediu que ela entrasse em casa e tomou o lugar dela naquela humilhação. Os jovens então pediam para que ele fizesse as coisas mais absurdas como lamber o portão, ou beijar a calçada. Lógico que estas cenas duraram pouco até que vizinhos se intrometessem, mas não lembro se a polícia foi acionada. Eu devia ter cerca de uns 8 anos e assisti de longe porque estava na janela do meu quarto. Naquela época eu não sabia o que acontecia e hoje se me deparasse com este fato, eu jamais aceitaria algo assim.

Não foi só isto que presenciei. Um dia parada em frente ao supermercado com meu cachorro, uma senhora estava aguardando a moça que cuidava dela, que era negra, ir até o supermercado. Uma senhora bem idosa, mas que puxou assunto comigo e me disse que ela morava com esta moça e que ela dizia ser enfermeira durante a noite e de dia morava com ela, mas que ela não acreditava nisto porque negros não poderiam trabalhar em coisas assim. Que no mínimo ela devia trabalhar sendo faxineira. Nesta vez eu reagi. Por mais educação que eu tivesse, precisei lembrar que mesmo sendo idosa e talvez acostumada com uma sociedade branca, lembrei a ela que ela nada tinha de diferente daquela moça e que até ela era pior em estar fazendo aquele tipo de comentário. Mas sei que ela foi criada assim e que na mente dela não existiam negros com potencial para ser grandes. 



Hoje minha consciência é plena de que todos tem algum tipo de preconceito. Não importa qual o tipo, mas ninguém merece ser exposto ao ridículo por sua cor de pele, seu jeito de falar, de se vestir, de seu físico. Ser branco ou negro, ou mameluco ou índio ou de qualquer cor ou raça não vai diferenciar em nada. O que diferencia é a forma como você pensa que é melhor do que os outros. O seu caráter.

Não seja alguém que você não quer ver no próximo. Seja o melhor possível e lute para o melhor. Nunca pense que você pode fazer porque o outro fez porque assim nada muda. Não ria dos outros ou ensine seus próximos a isto. Brincadeira é engraçado quando todos riem e não quando um ri e o outro chora.

Então, pense como criança que não vê a maldade e só a igualdade. Seja um igual sempre.



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