21 junho 2017

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A Árvore dos Anjos - Lucinda Riley! [Resenha #355]



Ao que tudo parece Londres é a cidade mais agitada e rica do mundo todo. Todas as pessoas desejam ir parar lá em algum momento e depois da segunda guerra mundial, onde muitas pessoas acabaram sozinhas, viúvas, órfãs ou com algum tipo de problema, o mais interessante era tentar ganhar a vida de alguma forma.

Nos anos quarenta, com o final da guerra, Greta é uma mulher que precisa do seu corpo para suas apresentações em seus espetáculos de dança no Windmill. Mesmo trabalhando diversas horas por dia mal consegue pagar as suas contas e vive contando os centavos. Seu amigo e comediante David é uma grande benção em sua vida, já que a ajuda em tudo o que precisa e também está tentando a vida naquela pequena cidade.

Greta precisa encontrar alguma forma de sair deste tipo de vida e ao conhecer Max, um oficial da marinha americana, viu que seus sonhos estavam se tornando realidade. Um verdadeiro cavalheiro, que estava se apaixonando por ela e a propôs casamento. Ela só precisava terminar suas últimas apresentações e rumar em destino aos Estados Unidos. Mas uma tragédia acabou acontecendo e ao esconder a verdade de sua vida ao marinheiro, ele acabou descobrindo de uma forma pior e zarpou sem Greta, a deixando sozinha e grávida, com apenas dezesseis anos de idade.

Sem saber o que fazer e agora sem emprego Greta acaba aceitando a proposta de David para que ela ficasse hospedada em sua casa na propriedade de Marchmont, onde morava sua mãe e seu tio. E é lá que Greta vai iniciar uma vida nova que, apesar de parecer normal vai acabar desencadeando uma série de tragédias ao longo de sua vida.

O que Greta queria era apenas fugir de seu padrasto e das coisas horríveis que ele tentava. E agora quando menos esperava, uma onda de acontecimentos mudaria sua vida completamente.


Autora: Lucinda Riley
Título Original: The Angel Tree
ISBN: 9788580417111
Páginas: 496
Ano: 2017
Gênero:  Romance / Drama
Editora: Editora Arqueiro







 

Lucinda Riley para mim é uma das melhores autoras que consegue ir e voltar no tempo sem perder o fio da meada. Sem ficar fazendo rodeios e colocando muita narrativa e diversos personagens bastante significativos, ela traça toda uma referência pela história, com pontos turísticos, pontos reais e uma cena bastante forte sobre todo o cenário. Os livros dela sempre foram assim.

A Árvore dos Anjos é um livro trágico. Não posso deixar de citar que apesar de Lucinda sempre escrever romances, este ser um dos livros dela que mais contem tragicidade e acontecimentos que afetam diretamente o leitor. Não no sentido que vai afetar humanamente, mas que deixa uma sensação de tristeza e peso, sendo que apesar de ler muitos livros de drama, sempre ter um fio de esperança que paira no ar. Já neste livro eu senti como se a esperança nunca viesse de nenhuma forma.

Lucinda reescreveu este livro, já que ela publicou o mesmo com o nome de Not Quit na Angel (Não Exatamente um Anjo), em 1995 com um outro pseudônimo. Assim, pela nota que ela deixa no final do livro, ela reescreveu quase toda a história. Eu percebi que ela refez mesmo porque como já li todos os livros dela dá para perceber bastante a evolução na escrita dele ao longo dos anos, porém eu acredito que o título deste livro deveria ter continuado o mesmo, já que o nome A Árvore dos Anjos não refletiu para mim o que a história em si conta.

 A história começa nos anos 80, com Greta relembrando algumas coisas e então, como já é de praxe nas histórias da Lucinda, ela volta no tempo, nos anos 40, com o início da vida de Greta, uma personagem que vai dar o pontapé inicial em tudo, mas que apesar de ser uma das protagonistas, não vai ficar em evidência o tempo inteiro.

Um pequeno mistério envolve tudo. O cenário da cidade de Londres e de Marchmont, que fica no interior do País de Gales, é bastante descrito pelo cenário majestoso, tanto da mansão quanto dos seus jardins. Quando a vida de Cheska, uma outra personagem principal começa a ser desenvolvida, também teremos o cenário de Hollywood na trama, o que gera mais um cenário de glamour.

O que eu gosto é que Lucinda sempre remete as histórias a algo que ela tem experiência. A questão com o teatro e a vida nas telas de filmes é uma destas coisas. O livro tem todo um toque de maestria mostrando o setor artístico e também o que acontece quando alguém cresce neste meio totalmente afundado na fama e só pensa nisto. Pensei muitas vezes em alguns atores e atrizes que parecem com a personagem Cheska, da história.

Talvez eu seguisse algum outro rumo perante a história, mas acredito que tudo o que se aprendido a respeito de amar, perdoar e seguir em frente pode ser visto nesta obra. Mesmo com as tragédias que envolvem o livro, dá para notar que tudo o que chegou ao ponto de acontecerem gerou uma reação em cadeia e que no fim nos faz pensar se agimos certo ou o que podemos fazer para não nos arrependermos no final.

É um livro que não tem um enredo de suspense ou uma vulnerabilidade que vá causar uma emoção grandiosa, mas por ser da Lucinda Riley vale a leitura pelo entorno familiar e de amizade.







18 junho 2017

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Monet e suas obras em Ninfeias Negras de Michel Bussi!


Eu amo a literatura pelo tanto que se aprende dentro das páginas dos livros. Não é somente a questão da fantasia que nos leva a inúmeros mundos diferentes e a criatividade rola solta, mas quando estamos lendo livros que colocam fatos reais sobre pessoas que realmente existiram, fazem com que a gente aprenda mais, sem ter aquela aula chata de história.

Nunca fui uma amate da arte em si. Não conheço muito nomes de artistas e pintores e muito menos de pintores mais antigos e do gênero com os quais eles trabalharam. Por isso tudo o que sei, por mais que tenha aprendido muito na escola e que já tenha esquecido, foi através dos livros.

Foto: Blog Sai da Minha Lente

No livro Ninfeias Negras, do autor Michel Bussi, que foi publicado este ano pela editora Arqueiro, a vida de Monet é retratada de diversas formas, tanto o seu trabalho quanto a sua vida na pequena cidade onde o pintor vivia, em Ginerny.  Já no início do livro o autor deixa uma escrita explicando que as descrições sobre o vilarejo, a casa de Monet, o seu lago de ninfeias e todos os lugares que são descritos são autênticos, como também a ocorrência dos roubos das obras de arte.


Lago de Monet em Giverny

"Mas Fanette na verdade tem um pouco de medo. James lhe explicou por que não gosta muito daquela casa. Segundo ele, por causa daquele moinho as Ninfeias de Monet quase não existiram. O moinho e o jardim de Monet estão construídos à beira do mesmo regato. Monet queria fazer uma barragem, instalar comportas, desviar a água para criar o seu laguinho. Ninguém no vilarejo concordou por causa das doenças, dos charcos, essas coisas. Principalmente os vizinhos. Principalmente os moradores do moinho. Isso rendeu muita história, Monet brigou com todo mundo, deu muito dinheiro também, escreveu para o prefeito, para um sujeito que ela também não conhece, um amigo de Monet, o nome dele é Clemenceau. E Monet acabou conseguindo o seu laguinho de nenúfares." --Pág. 67

Ponte Japonesa de Monet

"Viro um pouco mais adiante, no ponto em que o Ru se divide em dois braços fechados por uma barragem e por uma cascata. Do outro lado é possível antever os jardins de Monet, a ninfeias, a ponte japonesa, as estufas... Estranho: nasci aqui em 1926, ano em que Claude Monet faleceu. Por anos depois da sua morte, quase cinquenta, os jardins ficaram fechados, esquecidos, abandonados. Hoje a situação mudou e, todo ano, dezenas de milhares de japoneses, americanos, russos e australianos atravessam o planeta só para flanar por Giverny." --Pág. 16


Casa de Monet

"Amarelo.
O Cômodo é inteiramente amarelo. Paredes, móveis pintados, cadeiras. Sérénac se detém, espantado. Sua anfitriã se aproxima. 
- O senhor está agora na sala de jantar onde Claude Monet recebia seus convidados mais prestigiosos.
Laurenc admira o lustre da sala. Seu olhar acaba indo parar num quadro na parede. Um pastel de Renoir. Uma jovem setada, de perfil três quartos, com um imenso chapéu branco na cabeça. Ele chega mais perto, admirando o jogo do dégradé entre os tons dos longos cabelos escuros e da pelo de pêssego de modelo juvenil." -- Pág. 154





Como pode ver nos trechos citados retirados do livro de Michel Bussi, dá para aprender muita coisa sobre Claude Monet, também sobre sua família e sobre como ele não enriqueceu enquanto estava vivo e que hoje suas obras valem milhões.

Foi um aprendizado enorme sobre um pintor que hoje é bastante requisitado e muito bem elogiado, mas que durante a vida teve que lutar muito para ter suas obras vistas e até mesmo seu trabalho poder ser executado.

Quem quiser ler sobre a resenha de Ninfeias Negras poder ler ela completa aqui.




13 junho 2017

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Novo Lançamento Belas Letras: Papai Comédia!

A editora Belas Letras vem se empenhando bastante na questão de trazer informações para os pais e mães de todas as idades ou os que ainda desejam entrar neste mar de primeira viagem.

Mais uma vez chega um lançamento para que os pais tenham mais informações a respeito deste mundo que não é tão complexo quanto parece e nem tão difícil quanto pode parecer.


Este livro tem o objetivo de aproximar mais o pai da gravidez, um momento tão especial na vida do casal, e também de mostrar para as mães que o pai é capaz de viver essa experiência intensamente.

Para o homem a ficha demora um pouco mais para cair, mas, quando o pai ouve pela primeira vez o coração do seu filho pulsando, tudo começa a fazer sentido.

Que todo pai dê muitas risadas, contando o tempo em semanas, explorando o bizarro mundo dos desejos de grávidas e dormindo ao som de gases incansáveis.

Que todo o pai descubra com este livro que cada semana de gestação é um novo capítulo da história mais incrível de todas. E que esteja sempre presente para os melhores momentos da vida, como seus filhos precisam que ele esteja.


Você pode conhecer mais livros e também adquirir este diretamente no site da Belas Letras clicando Aqui.

E também tem outros títulos para você se jogar na emoção da maternidade com precinhos bem especiais, viu!





11 junho 2017

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Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh! [Resenha #354]




Quando o duque de Bewcastle entra em algum lugar, tudo o que está ao redor parece congelar ou tremer de medo com o que ele pode falar ou como ele vai reagir. Não que ele seja uma pessoa que brigue, entre em discussões de qualquer tipo. Imagine, um duque! Mas quando ele ergue a sua sobrancelha ou leva o monóculo ao olho, todas as pessoas sabem que devem abaixar o olhar ou seguir as instruções.

Agora que todos os irmãos casaram-se e estão vivendo em diversos lugares da Inglaterra, Wulfric Bedwyn se vê totalmente solitário em sua gigante mansão em Lindsay Hall. Não somente lá como em todas as vastas propriedades que possui, até mesmo em sua casa em Londres. Após o falecimento de sua amante, ao qual estivera ao seu lado por mais de dez anos, ele se sente mais solitário ainda, mas demonstrar qualquer tipo de sentimento para alguém não é de seu feitio.

Christine Derrick é uma viúva aos 29 anos. Seu falecido marido Oscar era ciumento e possessivo e acreditava que ela flertava com todos os homens que estavam ao seu redor e que ela era totalmente sedutora, mesmo que Justin, o melhor amigo de Christine jurasse de pés juntos que isso nunca acontecia. E num momento fatal Oscar se fora e deixara ela sozinha, voltando para o interior e para junto da mãe.

Em uma temporada festiva de duas semanas, apesar de nunca ficar indo a estas festas enquanto está de férias, Wulfric aceitou passar junto de pessoas da aristocracia, junto com mulheres tediosas e homens que não geravam assuntos importantes. E ao chegar e se deparar com uma mulher que parecia não saber se comportar como uma dama, que ria alto, não escondia-se das pessoas, as fazia rir, ele percebeu que aquela mulher tinha algo que o perturbava.

Nos dias que se seguiram Christine queria sumir daquela temporada de duas semanas de festas. Fora até lá só por pedido de sua grande amiga, mas se arrependeu assim que chegou lá. Aquelas pessoas pareciam esnobá-la, mas na verdade cada coisa de errado que ela fazia sem querer eles a adoravam cada vez mais. E ela fazia na maior inocência. Apesar de que seus cunhados achassem que ela fosse promíscua. E quando conheceu o duque de Bewcastle viu que tudo o que falavam dele era a mais pura verdade.

Aos poucos mesmo após conhecer mais a fundo o duque depois das passadas duas semanas, Christine continuou sua vida normalmente, apesar de algo maior ter acontecido. Agora tanto o duque quanto a professora tinham em mente algumas lembranças e só o tempo e as novas festas podem colocar os dois juntos para resolverem as situações que ficaram pendentes.


Autora: Mary Balogh
Título Original: Slightly Dangerous
ISBN: 9788580416455
Páginas: 304
Ano: 2017
Gênero:  Romance de Época
Editora: Editora Arqueiro






 

E então é chegado o final de uma saga, a minha primeira saga de um romance de época. Quando comecei a ler romances de época não imaginava que me apaixonaria totalmente por este gênero. Mesmo que e, alguns livros a história comece a parecer a mesma coisa, aos poucos vamos nos identificando com a autora e com os personagens e no fim nos damos conta de que o estilo é realmente o mesmo mas cada uma utiliza sua sagacidade de uma forma diferente.

Através da saga dos Bedwys consegui conhecer a escrita da Mary Balogh. Ficava imaginando como poderia ser criada uma saga com tantos irmãos e não se tornar repetitiva e monótona ao mesmo tempo e a cada livro que eu lia via uma coisa diferente, com características de personagens diferenciados.

Quem chegou a ler algum volume anterior ou todos sabe que o maior desafio e o que mais gerava curiosidade era o Duque de Bewcastle. O personagem sempre se mostrou frio, arrogante e que não tinha nenhum tipo de afeição, afeto ou simpatia a nada ou alguém. Era o tipo de comportamento ao qual foi ensinado a ser desde pequeno, quando seu pai ficou doente e ele se viu obrigado a cumprir a função de duque, com diversos tutores.

A personagem de Christine foi uma das melhores de toda a saga. É aquela mulher que não se importa com as regras sociais, mas não é nem um pouco mal educada. Gosta de esbanjar bom humor, rir alto, correr, brincar à vontade, gosta de estar com crianças e coisas que naquela época as mulheres eram julgadas ao fazer. O bom também foi ver que ela não é uma personagem adolescente e sim já com seus 29 anos, viúva, com uma perspectiva e experiência diferentes.

Tanto as cenas em que Christine aparece sozinha ou em que interage com Wulfric, são ótimas. Ela é sagaz, inteligente e adora fazer piadas. E foi isto que fez com que eu não quisesse parar de ler. Ver que uma pessoa não se importa com a posição social da outra e que não se importa com a opinião dele foi genial, traduzindo assim melhores momentos.

E mesmo que Wulfric seja um duque ele não utiliza a sua posição para conquistar tudo que deseja ao seu redor, mesmo que naquela época isto por si só já acontecesse bastante. Claro que nos apegamos aos romances de época pelo romance, mas se parar para pensar em quantas coisas as mulheres eram privadas, é de dar pena e até raiva, mas o restante era tão lindo e os sonhos não podem ser destruídos nestes romances.

O legal também é que não foi uma coisa super fácil no romance. Nada do tipo que alguém pisca e o outro já cai aos pés. Teve algo bem sensato e bem racional, fato acho que dado pela questão da maturidade dos personagens. Christine para mim foi a melhor de todos os pares da saga e as resoluções que ela tomava, mesmo que a fizessem sofrer, para mim eram certas.

Mas logicamente o final é mágico. E logicamente eu não queria que este fosse o último livro. Quando nos apegamos a uma família o desejo é que tenha mais um contando o que aconteceu depois de anos e mais depois e depois, mas lógico que a literatura não é assim. Mary Balogh fez magicamente sua arte nesta saga e cada um doa livros foi perfeito. Wulfric conseguiu expressar o que muitas de nós deseja: que mesmo que nem sempre se tenha um homem sempre emotivo ao lado, não significa que ele não ame.







07 junho 2017

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Atualizando: Sense8 é cancelada! #choramos



Após eu ter publicado a informação aqui no blog de que havia sido confirmada uma terceira e última temporada do querido seriado Sense8, no dia 01 deste mês a Netflix anunciou oficialmente o cancelamento da série somente após a segunda temporada.

A verdade é que há diversos fatores a serem encarados para uma série que é tão famosa e tem um público altamente fiel a ser descartada por um serviço mundial. Na realidade podemos pensar que apesar de Sense8 ser maravilhoso e ter uma história excelente em que oito personagens estão interligados mentalmente morando em países diferentes, fez com que a novidade crescesse em torno dos espectadores.

Um dos primeiros problemas enfrentados foi a saída de umas das irmãs que escrevia o roteiro: Lilly Wachosky, por problemas pessoais. Isto em si já foi um problemas bastante grande tendo em vista que sua colaboração na criação pesava bastante na balança.

Outra questão é o custo que cada episódio tinha, quando na primeira temporada não eram tão altos, mas que na segunda passou a custar em torno de nove milhões de dólares, o que se tornou maior do que o próprio Game of Thrones em algumas temporadas.

Também podemos ver que estar em treze países diferentes, com equipes de gravação diferentes e tentando fechar a agenda de todos os atores para pudesse passar quase metade do ano gravando dificultava ainda mais a produção, pois quem assiste sabe que as cenas tinham uma ligação perfeita e a continuidade em um lugar e depois em outro.

E mais um dos fatores foi ter a continuidade do contrato com cerca de quinze atores fixos. Os oito que eram os sensates e mais alguns que cercavam eles.
Infelizmente estes motivos e mais alguns que, obviamente, ficam atrás dos panos, fizeram com que Sense8 fosse cancelada.  O que é bastante triste pelo fato de que não vai haver um final para uma história espetacular.

Penso que eles poderiam ao menos tentar fazer um episódio extra, como aquele de duas horas de Natal, colocando um ponto final em tudo, para que nada ficasse solto e assim os fãs se tranquilizassem. Não há nada mais ruim do que não saber como os personagens acabam, e as histórias tem um desfecho.


A Netflix ao menos teve um senso de fazer um vídeo de agradecimento e término com os atores. Não sei se para agradecer de verdade ou deixar os fãs mais tristes ainda. No meu caso, a segunda opção.

Vou sentir muitas saudades!


05 junho 2017

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Desabafo: Solidão!


Tem aqueles momentos em que a vida parece parar. Parece dar uma mudança no tempo, ou melhor, uma mudança em todos os sentimentos dentro da gente. Eu sempre coloco que as coisas ficam em terceira pessoa, mas na verdade estou falando em primeira, como as coisas mudam dentro de mim.

 Existe o conflito de questões que vai aparecendo em cada momento de crescimento. As questões existenciais e até mesmo as cobranças que surgem da sociedade em relação ao que se deve fazer: trabalhar, estudar, namorar, casar, ter filhos, conquistar uma casa, estabilidade. Por outro lado algumas pessoas não são apegadas a bens materiais e acreditam que o dever deva ser em prestar socorro a outras pessoas, a fazer caridade, a estar presente para com os mais necessitados ou então uma soma de todos estes fatores torna alguém super especial e completamente realizado.

Há muito tempo já me cobrei sobre diversas coisas as quais não consegui conquistar e até mesmo parei para pensar se eu não seria inútil ao fato de não chegar tão perto de algo que muitas pessoas conseguem. E depois de encarar a quase morte por minha própria vontade diversas vezes percebi que na verdade eu não sou igual a muita gente que tem milhares de metas e objetivos na vida ou que tem uma motivação fenomenal a ser conquistada. Não. Tem dias que eu sequer quero acordar e levantar. Sim, isso é denominada depressão.

O fator real é que agora me encontro em um momento em que pareço estar em meio a uma multidão e mesmo assim pareço estar totalmente sozinha. Ser solitária é uma coisa, é aquele jeito de ser que muitas vezes eu também estou. Gosto muito mais de ficar em casa, lendo, vendo filmes do que em festas e afins. Sou mais solitária mesmo. Mas me sentir sozinha agora está sendo uma das primeiras vezes, quando parece que tenho mil coisas a falar e ninguém para ouvir, já que as pessoas também tem suas vidas.


Depois de um tempo percebi que existem amigos e colegas e também conhecidos. Amigos agora são poucos, mas também duradouros. São aqueles que ficam ao seu lado indiferente do tempo e do que aconteça e este levo para toda a vida. Conhecidos e colegas estão ali para um tempo determinado e não se pode contar todas as coisas, já que a confiança também não é tão grande.

Agora o vazio que eu sinto é tão grande porque preciso decidir algumas coisas e também preciso ter alguns conselhos e não me vejo perguntando para alguém sobre isto e não imagino alguém percebendo isto também. Há momento em que quero pular de um lugar alto e sentir o vento no meu rosto sem pensar na consequência seguinte, mas que tudo acabasse rapidamente.

São desafios diários. O tempo todo. Já percebi que não consigo satisfazer todas as pessoas mesmo tentando ser a melhor. Não adianta eu trabalhar, estudar, ajudar em casa, quando o que se pensa é que eu sempre sou um problema por algo. E já resolvi ficar sozinha, sendo que um relacionamento para mim é mais dolorido do que satisfatório, pelo menos por enquanto.

Então, sim. A solidão agora me atormenta. E ao contrário do que todo mundo pensa sobre pessoas mais deprimidas, não buscamos estar assim, estamos assim por certas condições que algumas vezes é difícil de encarar e viver. Já tentei lutar e hoje sou mais forte do que ontem, mas ainda não sei até quando. Nunca digo que nunca farei e que nunca direi adeus. Mas no momento o que mais preciso é desabafar.







29 maio 2017

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Um Menino em um Milhão - Monica Wood! [Resenha #353]



Ona Vitkus é uma senhora destemida. Não que todo mundo vá gostar do jeito que ela trata algumas pessoas, mas certamente quem a conhece por completo vai gostar do seu jeito. As pessoas tem o costume de tratar os idosos de uma forma como se fossem peças frágeis e complicadas e Ona, uma senhora com 104 anos é uma destas peças, mas nem um tanto frágil assim.
A ideia do chefe dos escoteiros, Ted, é de que os seus meninos sempre ajudem a outras pessoas. E então um menino pequenino, franzino demais e tímido demais ficou incumbido de todos os sábados ir até a casa da senhora e cuidar das coisas que ela precisava. Aquele menino de onze anos era alguém que adorava os recordes. Amava pássaros como ninguém e fazia tudo com muita meticulosidade. Ona Vitkus aprendeu a gostar do menino e a conhecer o seu mundo e foi ela também que apresentou o mundo de uma centenária a ele.e

Todas as semanas Ona esperava por ele, ávida por novidades, por saber o que mais o menino descobrira sobre as pessoas centenárias que entravam para o livro dos recordes e agora eles estavam decidindo que ela também deveria tentar. Mas então em um sábado diferente, quem apareceu foi Quinn, o pai do garoto e não mais o garoto.
Quinn queria cumprir com o compromisso e dizer adeus para tudo aquilo. Não sabia como lidar com a perda de um filho que não tinha participado muito de sua vida, ou melhor, cujo pai não participara quase nada de sua vida e do nada o menino se foi. O mínimo que podia fazer era terminar a boa ação de escoteiro que ele começou. Aquela senhora parecia precisar de muita coisa, ao mesmo tempo que não entendia o que realmente se passava, ou não sabia o real motivo de o menino não estar de volta.

Aos poucos Quinn compreendeu que o menino havia entregado parte de sua vida para aquela lendária vida e que a mesma estava extasiada por uma oportunidade de conseguir chegar a uma meta e fazer sorrir um menino gentil. O que Quinn não sabia é que sua vida mudaria com toda aquela experiência. Através de Ona Vitkus ele vai aprender mais sobre seu filho, sobre o que é amar e sobre o que é ter responsabilidades além do que se promete ter.
E Ona Vitkus vai mostrar para as pessoas que duvidam dela que a história de uma vida longa pode ser infinita quando alguém está por perto para incentivar a seguir adiante.


Autora: Monica Wood
Título Original: The One-in-a-Million-Boy
ISBN: 9788580416930
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero:  Drama
Editora: Editora Arqueiro





 

Há livros que fico pensando muitos momentos sobre como conseguir exprimir as expectativas colocadas na leitura e tudo o que consegui retirar dela sem entregar todo o prêmio. Quando se lê o título da obra parece que vamos conhecer sobre a vida de um menino que, como a sinopse explica, morreu do nada, deixando um legado com uma senhora centenária.
A verdade é que muito pouco se é dito sobre o menino e mesmo assim muita coisa é explicada e gerada deste papel. É como se somente através de um sorrido alguém conseguisse declarar toda uma vida de sonhos e fantasias. E foi o que basicamente Monica Wood fez com sua intenção ao escrever o livro.

Ona Vitkus é uma mulher que teve uma vida cheia de altos e baixos. Não é uma senhora sem vida. Fugiu do seu país com seus pais e chegou em um novo país sem saber absolutamente nada. Cresceu, casou, teve filhos, conheceu todas as novas tecnologias e agora parece que só vê o tempo passar com milhares de lembranças em sua mente. Aceita a ajuda das pessoas sem causar grande rebuliço, mas mesmo assim ainda faz as próprias tarefas. É uma visão que eu até penso que jamais chegarei um dia, ainda mais com uma pessoa de 104 anos.

O legal da personagem de Ona é que a tradução da experiência de vida dela é absolutamente aquilo que vemos em algumas outras pessoas. O medo, a coragem em algum momento, alguns arrependimentos. A diferente de tempos e tempos, entre as guerras e o agora. E como cada geração tem um pensamento diferente sobre a outra.
O menino e a senhora são inseridos na trama como um amor a ser esmiuçado, a ser compartilhado aos poucos, a ser conhecido parte por parte e é assim que a autora vai colocando. Em cada capítulo um pouco do que eles compartilharam no pouco tempo que estiveram juntos. E então a aparição do pai do menino. Acredito que a partir daí os sentimentos começam a se tornar mais fortes. É como se para um houvesse um sentimento de culpa e cumprimento de dever e para outro a necessidade da continuidade de algo.

Aos poucos aquilo que era para ser secundário, se torna a primeira página idealista da autora e a amizade e o amor entre os personagens vai se juntando em ideias e metas de vida. É quando você pensa que ninguém é jovem demais ou velho demais para algo. Que atitudes por mais simples que sejam podem salvar pessoas e momentos e nos sentir restituídos de arrependimentos.
O final é algo arrebatador. È como se a autora enfim apunhalasse todo o seu mérito no peito do leitor e conseguisse nos fazer derramar através das lágrimas aquilo que algum dia deixamos de fazer por alguém. Um final digno de palmas. Um final que certamente eu gostaria que fosse diferente pela forma como o personagem toma seu rumo, mas como sabemos que o mundo e a vida fazem sua história.

No fim o que resta é a saudade de personagens que se dedicaram uns aos outros, mas que também construíram pontes e destruíram suas paredes. Uma obra que cura dores e faz pensar no presente e certamente no futuro.

23 maio 2017

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Lançamentos de Junho da Arqueiro! E a volta de Joe Hill!


Pois já estamos na metade do ano e eu ainda não li muita coisa da minha meta anual. Mas mesmo assim não deixo de ficar babando em todos os lançamentos que saem pelo mercado editorial. E este mês a Arqueiro está simplesmente arrasando. Olha só o que você pode adquirir para colocar na sua coleção:



A CASA DO LAGO
Kate Morton

A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre. 

Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros. 

A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir. 

Em A casa do lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.


MESTRE DAS CHAMAS
Joe Hill

Ninguém sabe exatamente como nem onde começou. Uma pandemia global de combustão espontânea está se espalhando como rastilho de pólvora, e nenhuma pessoa está a salvo. Todos os infectados apresentam marcas pretas e douradas na pele e a qualquer momento podem irromper em chamas.

Nos Estados Unidos, uma cidade após outra cai em desgraça. O país está praticamente em ruínas, as autoridades parecem tão atônitas e confusas quanto a população e nada é capaz de controlar o surto.

O caos leva ao surgimento dos impiedosos esquadrões de cremação, patrulhas autodesignadas que saem às ruas e florestas para exterminar qualquer um que acreditem ser portador do vírus.

Em meio a esse filme de terror, a enfermeira Harper Grayson é abandonada pelo marido quando começa a apresentar os sintomas da doença e precisa fazer de tudo para proteger a si mesma e ao filho que espera.

Agora, a única pessoa que poderá salvá-la é o Bombeiro – um misterioso estranho capaz de controlar as chamas e que caminha pelas ruas de New Hampshire como um anjo da vingança.

Do aclamado autor de A estrada da noite, este livro é um retrato indelével de um mundo em colapso, uma análise sobre o efeito imprevisível do medo e as escolhas desesperadas que somos capazes de fazer para sobreviver.


O VOO DA VESPA
Ken Follett

Freya é o nome da deusa nórdica do amor. Também é o codinome da mais recente invenção nazista, de acordo com uma mensagem interceptada pelas forças aliadas. A inteligência britânica desconfia que é graças a ela que os alemães estão conseguindo abater os bombardeiros ingleses a uma velocidade tão alarmante.

Hermia Mount, uma analista do MI6, é recrutada para ajudar a descobrir qual é essa nova arma. Tendo morado a vida inteira na Dinamarca, ela possui contatos valiosos que poderão auxiliá-la em sua missão.

Do outro lado do mar do Norte, numa ilha dinamarquesa ocupada pelos alemães, o estudante Harald Olufsen descobre uma instalação estranha dentro da base militar nazista. Ele não sabe o que é, mas não se parece com nada que já tenha visto, e ele precisa contar para alguém.

Em Copenhague, o detetive Peter Flemming colabora com os alemães para desvendar quem está repassando informações de dentro do país nórdico para os aliados britânicos.
Numa Europa praticamente dominada pela Alemanha, a vida dessas três pessoas se entrelaça de forma irreversível, e quando um decrépito avião bimotor se transforma no único meio de fazer a verdade chegar até as forças aliadas, o destino delas poderá mudar o rumo da guerra – e da história.


VOLÚPIA DE VELUDO
Loretta Chase

Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar. 

Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos. 

Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie? 
Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade.





Este mês eu simplesmente quero todos os lançamentos e já vou ter que colocar um bom valor no meu orçamento para não perder as histórias e ainda mais a continuação de As Modistas.

Li somente um livro de Joe Hill e foi o suficiente para adorar a escrita dele.

Se você quiser ler mais sobre os lançamentos da editora, pode clicar aqui.