Você talvez esteja se perguntando como é que alguém demorou tanto para assistir a um filme que já saiu há um bom tempo em cartaz e mais ainda saiu a publicação do livro, sendo que já tem disponível a trilogia completa da trama, certo?

Bem, vamos ter que chegar a certas conclusões em que houve filmes sobre questões onde os personagens estavam doentes ou então ficavam doentes e que tem toda aquela parte de sofrimento geral e coloca todo mundo para chorar. Eu percebi que a comoção era muito grande e não quis arriscar a ser uma das que assistia e morria chorando.

E eis que, por estar repassando os filmes na Netflix e não estar com nenhum especial na manga, vi aquele passando na “timeline” e acreditei que estava pronta para o sucesso de público. Pronta para a história que conquistou o público.

E quando terminou eu estava totalmente arrasada, chocada e destruída que levou mais de uma semana para me recuperar de um baque que se formos analisar era somente a história de um filme e que já vi outros milhares. E então, qual a razão de o filme machucar tanto ou marcar tanto?

Se você ainda não assistiu ao filme talvez não seja o momento certo de continuar a ler este post, pois vai conter spoilers da trama. E falo do filme, já que não li o livro e sei que ele é bem mais completo.



Primeiro temos a querida Louisa Clarke, uma mulher que mora com seus pais, avô, irmã e sobrinho. Moram em uma pequena cidade do País de Gales onde não há mais muitas oportunidades de emprego e que a economia já não é das melhores. Assim, já temos a visão de que Lou, que namora há um tempão com uma pessoa que pensa mais em si do que no relacionamento a dois, luta arduamente para que sua família esteja sempre bem.

Acredito que a partir daí as leitoras e espectadoras já vão de identificar muito com a personagem, tendo em vista que Lou tem o sonho de ir para uma faculdade, porém decidiu ficar naquela cidade para ajudar os pais, aceita as propostas bobas que o namorado faz para agradá-lo e se mantém positiva para não magoar ninguém. Quem nunca foi assim?

Em segundo tempo Will Trainor, um homem lindo, com uma namorada linda, rico e cheio de adrenalina. Pratica todo tipo de esportes, ama a vida, é um ótimo profissional bem-sucedido e que de repente se vê em uma cadeira de rodas totalmente sem movimentos. E que precisa de uma cuidadora.

Então logicamente a história está formada. Aparentemente uma bela história que deveria terminar com muito amor e paixão. Só que não. E é aí que mesmo que todas desejassem o contrário, o choque da decisão foi muito dolorido. No filme, Will Trainor já havia tomado a decisão da eutanásia, por não aguentar a dor de viver daquela forma mesmo ainda não tendo conhecido Lou. E a pergunta que fica é: Foi egoísmo?

Fui uma das que chorou imensamente com o final. Não queria aceitar o fato de que eles estavam apaixonados e mesmo assim ele estava se despedindo da vida. Era tudo tão lindo. Tão poético. Mas se olharmos pelo lado real da situação, o que não foi mostrado veremos que a dor de Will era muito maior.


Imagine-se sem poder mover nem uma parte do seu corpo. Somente ter as expressões faciais? Sentir dores terríveis e pesadelos constantes com a vida anterior? Ver pessoas vivendo o tipo de vida que ele deseja, vendo o amor da vida dele não tendo a vida que ele quer que ela viva? Ou poder sentir de alguma outra forma tudo isto? O filme mostra um pouco a rotina de Will e só consigo pensar o quanto ele sofria com as doenças.

E mesmo assim machuca. A ideia de que Lou sonhou com aquilo tudo. Que deixaria todos os seus outros sonhos para trás para ficar com ele. Que tentou de todas as formas fazê-lo desistir daquela ideia. Me senti tão destruída quanto ela. Como se já tivesse desistido de muitas coisas por um amor e já tivessem me deixado também. E mesmo assim parece que fiquei lá, até o fim, esperando para ver se poderia haver alguma mudança de opinião.

E é por isso que Como eu era antes de você machuca tanto. Porque nos faz pensar como lutamos tanto. E como nem sempre ganhamos. Mas vale a pena sonhar. Mesmo que no fim alguém desista, os momentos bons vão seguir junto conosco para sempre.





Greta Thunberg é uma adolescente de dezesseis que atualmente lidera milhares de outros adolescentes mundo afora na luta pela preservação climática do planeta. A guerra de Greta começou na Suécia, seu país de origem, em 2018 quando foi ao parlamento sueco para protestar contra os políticos que nada fazem para melhorar o futuro do planeta. Ela é líder do movimento greve das escolas pelo clima.

Até então Greta tinha conquistado um grande espaço na mídia com seu movimento. Ela, sozinha, foi fazer a sua manifestação. Em 2018 ela resolveu fazer greve para ir manifestar contra as mudanças climáticas e depois voltou a estudar e todas as sextas-feiras voltava para fazer a manifestação. A questão é que se tornou uma manifestação global conquistando milhares de crianças e adolescentes protestando a favor do clima e seus futuros.

Greta possui uma síndrome denominada Asperger, um tipo de autismo que modifica as feições do rosto quando ela se comunica ou demonstra movimentos bruscos, o que faz com que sua entonação fique mais alta. Assim, quando ela fez declarações na ONU sobre diversos fatores e fez com que mais de 100 países parassem e protestassem juntos, milhares de pessoas passaram a ter ódio dela.



E por que ódio?
Vou falar por questões de grupos de debate os quais eu participo.
Estão falando que ela é uma marionete de políticos, que ela é rancorosa e raivosa pelas feições dela e que ela na verdade quer destruir o planeta.
Que se ela quisesse conquistar algo deveria estar estudando e não faltando aula e que ela quer roubar a Amazônia em um complô com o presidente Macron, da França.

Os absurdos lidos das pessoas são tantos que os discursos de ódio a ela são diversos, desde voltados a que ela está ligada a pessoas que estão tramando algo até a doença dela, que na verdade só faz com que ela tenha um raciocínio lógico muito maior.

Neste site há diversos fatos que são apontados e mostrados como Fake News.

Mas a questão é maior. As pessoas estão tão acomodadas atrás de seus mecanismos de internet que não podem ver alguém lutar por seus direitos, ainda mais alguém tão jovem, que logo buscam uma forma de disseminar o ódio, ainda mais se esta pessoa já estiver unindo outros países e não somente no seu. Aí as pessoas se ofendem ainda mais sem nem sequer fazerem algo para mudar o seu próprio redor.

Todos viraram juízes julgadores que mal levantam do sofá para reciclar o lixo e querem explorar a imagem de Greta com palavrões e colocar a culpa nela por ver que está sendo ouvida. Uma nova geração está se movendo para que possa usufruir de bens e de um planeta saudável e infelizmente sempre haverá um número grande de pessoas que querem palpitar sem ajudar.

Greta é uma líder nata que incentiva e continua incentivando muitas pessoas. A partir deste momento pare e reflita sobre o seu papel na sociedade e o que isto influencia na vida das pessoas ao seu redor e o que você pode fazer para melhorar. 




Autora: Lucinda Riley
Título Original: The Love Letter
Páginas: 480
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Arqueiro
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Quando sir James Harrison, um dos maiores atores de sua geração, morre aos 95 anos, deixa para trás não apenas uma família arrasada, mas também um segredo que seria capaz de abalar o governo britânico.
Joanna Haslam, uma jovem e ambiciosa jornalista, é designada para cobrir o funeral, no qual estão presentes algumas das maiores celebridades do mundo. Mas ela se depara com algo sombrio além de todo aquele glamour: a menção a uma carta que James Harrison deixou, cujo conteúdo algumas pessoas escondem há setenta anos a qualquer custo.
Enquanto procura retirar o véu de mentiras que encobre o segredo e dar o furo jornalístico do século, Joanna percebe que forças poderosas tentam impedi-la de descobrir a verdade. E elas não vão se deixar deter por nada para chegar à carta antes dela.
Anos atrás uma história aconteceu, algo que não poderia ser contada para ninguém, já que alguns segredos podem corromper toda uma família e destruir toda uma nação.

No funeral de um grande ator chamado James Harrison, Joanna conheceu uma senhora também já bastante idosa e foi através dela que também iniciou um grande projeto: o de tentar descobrir onde estava uma carta e sobre o que se tratava o segredo que ela escondia. Joanna era jornalista e tentava ganhar a vida em Londres, mas naquele momento estava devastada pelo término de seu namoro.

"Não me importo que tenha inventado uma história ridícula sobre outro homem. Eu não acreditei em você na época, e não acredito em você agora. Depois de tudo que tivemos, mesmo sendo tão jovens, eu sabia que você não poderia ter feito isso comigo. Sabia que me amava demais para me enganar assim." P. 141

Zoe era a neta de James. Cuidou dele até o fim, mesmo sendo uma atriz também muito famosa. Seu filho de apenas dez anos estava com ela, mas ela queria poupar ele de tudo isto e a presença de seu irmão Marcus só a aborrecia já que parecia que ele só queria a herança. Seus pais nunca estavam por perto. Sua mãe morreu e seu pai morava nos Estados Unidos.

Simon era o melhor amigo de Joanna. Ele tinha um trabalho burocrático para o governo e não comentava muito sobre o assunto, mas sempre que ela precisava ele estava com ela. Agora que ela estava com este furo de reportagem, ela precisava descobrir ainda mais. Porém coisas estranhas começaram a acontecer. A senhora que de início pediu para que ela não deixasse a história morrer acabou falecendo por uma forma muito estranha e seu corpo sumiu do nada.

Quanto mais Joanna começa a descobrir as coisas percebe que a família real está no meio desta história, inclusive os netos de James Harrison. Mas tentar reunir toda esta história vai custar a vida de algumas pessoas e nunca se sabe onde a morte pode parar.





"- Seria uma caça às bruxas - disse Zoe, e estremeceu. - Art, a gente precisa guardar segredo. Jure para mim que ninguém vai falar nada. Se houver algum boato, eu sumo com o Jamie. Me mudo para Los Angeles. Eu..." P. 211







De início preciso dizer algo que está no início deste livro e que me deixou bastante chocada. A autora Lucinda Riley escreveu esta obra lá nos anos 90 e a publicação estava toda preparada quando o escândalo com a princesa Diana e o príncipe Charles irrompeu. Como este livro trata também sobre a realeza, o livro não foi publicado e a autora simplesmente foi boicotada, tendo que sair do cenário literário por um bom tempo simplesmente pelo fato de ter escrito uma história justamente quando um fato se tornou real.

Geralmente os livros da Lucinda são feitos de presente e passado, mas neste segue uma linha mais no presente mesmo, só algumas vezes volta ao passado para contar algum fato. E é um livro de mistério, mais voltado para o suspense do que para o romance em si.

Confesso que fiquei intrigada com a história narrada. Da mesma forma que a autora consegue criar histórias de romance lindas, ela conseguiu criar a trama do início ao fim, fazendo um final muito bem colocado que eu sequer imaginava.

 


Teve momentos em que eu fiquei muito nervosa de ver uma das personagens passar por aquele tipo de relacionamento e me coloquei no lugar pensando que realmente deve ser muito chato ficar com uma pessoa do nível que ela usou e como deve ser destrutivo viver de tal forma. Isso a autora soube mostrar muito bem, da mesma forma que o autoritarismo.

Sempre recomendo os livros da Lucinda Riley e com este não seria diferente. Só pelo final e pela forma que foi conduzida a trama, valeu pela crença que eu sempre tive de que muitas vezes devemos acreditar de verdade em lendas do passado.


Muita gente vem aqui no blog para me pergunta sobre o lançamento do sexto livro da querida Lucinda Riley, já que temos uma saga sobre as irmãs e as filhas de Pa Salt. Aqui no Brasil a editora Arqueiro geralmente deixava para o segundo semestre para publicar um livro e agora que saíram novidades, trago aqui para vocês.


A Irmã do Sol, que vai contar a história de Electra, vai ser publicado lá na gringa no dia 31 de outubro, porém a editora Arqueiro optou por fazer a publicação deste livro aqui no Brasil somente no primeiro semestre de 2020.
A editora falou em suas redes sociais que a história da irmã vai se passar entre Nova York e o Quênia e Lucinda disse que este é o maior livro que ela já escreveu, inclusive publicou até uma foto.



E como a editora também comentou, vai publicar em novembro o livro A Sala das Borboletas.

A Sala das Borboletas
Lucinda Riley
Lançamento: Novembro/2019


Uma saga da família belamente inglesa, com segredos dramáticos do passado. Situado na idílica cidade costeira de Southwold.
Posy Montague está se aproximando de seu septuagésimo aniversário. Ainda morando em sua bela casa de família, a Almirante House, situada na gloriosa paisagem de Suffolk, onde passou sua própria infância idílica pegando borboletas com seu amado pai e criando seus próprios filhos, Posy sabe que deve tomar uma decisão angustiante. Apesar das lembranças da casa e do jardim requintado que ela passou vinte e cinco anos criando, a casa está desmoronando ao seu redor, e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la.
Então um rosto aparece do passado - Freddie, seu primeiro amor, que a abandonou e deixou seu coração partido cinquenta anos atrás. Já lutando para lidar com os ineptos negócios de seu filho Sam, e o súbito reaparecimento de seu filho mais novo, Nick, depois de dez anos na Austrália, Posy reluta em confiar na renovada afeição de Freddie. E sem o conhecimento de Posy, Freddie - e Almirante House - têm um segredo devastador para revelar. . .
Então é isso. Vamos ter que esperar mais um pouco para poder ler a continuação da saga das irmãs, mas pelo menos teremos mais da autora para ler logo.



Autora: Wendy Wunder
Título Original: The Probability of Miracles
Páginas: 288
Ano: 2017
Gênero: Romance 
Editora: Novo Conceito
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Campbell tem 17 anos. Ela não acredita em Deus. Muito menos em milagres Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise - um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos. Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber. Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres?

Campbell é uma garota que trabalha no parque da Disney em Orlando, se apresentando como dançarina polinésia. Agora ela não faz mais isto já que seu corpo não permite, mas é o que sua mãe e seu pai sempre fizeram. Eles moram ali em um pequeno rancho. Na verdade, seu pai morreu e levou um pedaço de Cam com ele. 

Alicia, sua mãe e Perry sua irmã mais nova agora estão lutando todos os dias contra um câncer que está acometendo Cam. Sua mãe aposta em tudo que é notícia ou pessoa que apareça como um milagre para a cura da filha e Cam sabe muito bem que isto não será mais possível. Não mais agora. 

"Quando Cam abraçou a mãe e caminhou de volta para o quarto, percebeu que passaria o resto de sua curta vida fazendo as pessoas se sentirem melhor diante da perspectiva de perdê-la." P. 30

Promise é uma pequena cidade localizada no Maine. Lá as pessoas dizem que milagres acontecem e muitas outras dizem que na verdade nunca encontraram a cidade de verdade. E Alicia teimou que passar as férias de verão neste lugar seria o plano perfeito para ela e suas duas filhas depois de ouvir as maravilhas dos milagres. Cam sabia que precisava fazer aquilo pela mãe antes que fosse tarde.

Ao chegar em Promise tudo oque Cam viu foi uma cidade com pessoas queridas e que de nada mágico tinha. Mesmo que ao chegar tenha sido recepcionada por Asher, um garoto que perdeu seus pais de forma trágica e que mora sozinho em uma grande casa, que acabou alugando para a família de Cam.

"É incrível que os flamingos tenham pousado aqui, ok. Mas isso não tem nada a ver comigo. Eu só não posso dar este salto. As pessoas morrem. Filhotinhos morrem. Meu pai morreu. Com ou sem flamingos. Eu vou morrer. Mais cedo do que tarde." P. 147

Aos poucos Cam começa a sentir a melhor em seu corpo, as manchas roxas começam a sumir, ela consegue voltar a comer e parece que nunca houve nenhuma doença realmente. E toda a sua lista do Flamingo feita com a sua melhor amiga Lily, que prometeram cumprir antes do fim precisa ser cumprida. Será que existe milagre para quem não acredita neles?







"Cam, noite passada, você desistiu. De mim. De todas nós. E partiu meu coração. Não pude acreditar que você faria isso com a gente." P. 196








Quando a Novo Conceito lançou este livro eu imediatamente me interessei pela história, mas acabei conseguindo ler somente este ano. Na verdade eu o tinha na minha estante e fui deixando passar até que acabei pegando para ler e tendo uma grande e gostosa surpresa.

Não é de negar que a personagem de Cam tenha uma doença em estágio avançado. Nos primeiros capítulos isto já é bastante narrado e colocado como pano de fundo para todo o restante que vai surgir ao longo da trama. Toda a vida de Cam vai ser resumida sobre o antes da morte de seu pai e o depois e como é a vida também trabalhando na Disney.

O legal de tudo é que é uma história que mostra como elas atravessam o país em um trailer, buscando um milagre e visitando seus lugares favoritos até chegar nesta cidade. Promise é uma cidade pequena como qualquer outra, apesar de ser litorânea.

 


Mas é ali que as pessoas que acreditam em milagres vão e é onde Cam vai começar a viver novas experiências de vida, vai fazer novos amigos e vão surgir várias oportunidades. E o legal é que a autora conseguiu fazer uma trama bem colhida de modo que a vida na Flórida ficasse ligada com as férias no Maine.

"- É. Ser generosa é uma das coisas mais difíceis de ser no colégio, porque você fica tão apavorada por ser reduzida a si mesma que sempre fica de guarda. Mas não seja assim. Seja generosa e você vai ser diferente de verdade. Vai se destacar. Única e feliz." P. 238

Os personagens são tão meigos e simples e até mesmo as brigas em família sobre o que elas tanto queriam que Cam acreditasse em milagres e sobre todo o esforço que quem vive com uma doença sabe que precisa ser exigido. É um livro que parece mágica pelo fato de ser exposto ao belo e ao natural sem encher de coisas impossíveis.

E o final é tão lógico e tão cheio de esperança que foi impossível não suspirar e dizer que cada momento vale a pena.


É meio estranho começar um post com um nome deste, até porque muitas pessoas devem ficar pensando quem é que desiste da vida. Mas a verdade é que hoje muita gente desiste. Não somente por fatores externos ou fatores internos, mas quanto mais se cresce e mais se vive e percebe-se que algumas coisas são tão ilusórias a vontade de tentar novamente vai ficando cada vez menor.

Sempre comentei com minhas amigas que viveram sozinhas, cresceram e conquistaram suas coisas sozinhas que elas eram muito corajosas, tendo em vista que sequer tenho coragem de muitas vezes ir de uma cidade à outra. 

Tenho medo de não ter estabilidade, de perder algo que conquistei e de ficar dependendo de algo que pode ou não acontecer. Eu sou viciada em planos, tenho que ter tudo certo para cada coisa e me jogar em alguma aventura sem saber como cada coisa vai acontecer me traz uma ansiedade e uma angústia tão grandes que nem me dou ao luxo de tentar.



Sim, ansiedade e depressão são os dois fatores que moldam a minha vida e a de muita gente. Há milhares de pessoas sofrendo disto neste momento, tentando decidir se continuam ou não nesta loteria de emoções. Eu sou uma delas.

Já desisti de viver há tantos anos que sempre digo que para mim é um dia após o outro. Um dia bom, outro ruim e outro mais ou menos. Não me lembro sequer quando eu tive um dia feliz antes de tudo acontecer. A sociedade é tão preconceituosa que eu fico desejando em ter uma doença terminal do que uma depressão. Senão o que eu tenho nada mais é do que falta de vontade de algo. 

Uma pessoa depressiva para quem não tem depressão ou nunca passou por algo assim é somente falta do que fazer. Por isso eu gostaria de que todas as pessoas no mundo passassem pelo menos uma semana com ela. Tenho certeza que a empatia mudaria. As chances mudariam e as perspectivas de vida mudariam.

Fora isso para alguns sou um ser imprestável, mesmo que consiga exercer todas as funções, mas para a sociedade, falta um pedaço de mim. Para mim também falta. O pedaço que me faz querer continuar. Se eu pudesse escolher eu não continuaria. O ser humano não é mais o mesmo, só há capitalismo e um mundo em ruínas e o que sobrar de bom logo será engolido.

E então talvez eu possa respirar novamente, longe daqui.



Autora: Jill Mansell
Título Original: Meet me at Beachcomber Bay
Páginas: 336
Ano: 2019
Gênero: Romance de Hoje
Editora: Arqueiro
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Clemency se apaixona por um belo estranho que senta ao seu lado durante um voo e logo começa a fazer planos para um futuro a dois, mas acaba se decepcionando ao saber que ele é casado.
Sam, o homem encantador do avião, aparece três anos depois na cidade litorânea onde Clemency mora, só que não veio à sua procura: desta vez ele está envolvido com a irmã postiça dela.
Belle parece ter um namoro perfeito com Sam, mas na verdade algo não vai bem na relação deles.
Ronan, melhor amigo de Clemency, aceita embarcar em um plano maluco e fingir um relacionamento amoroso com ela para provocar ciúmes. Pela primeira vez, o jovem sedutor não sabe o que fazer para conquistar a mulher que realmente ama.
E assim os desentendimentos e a confusão começam.
Enquanto o sol esquenta a areia e o mar turquesa cintila, uma verdade fica clara: segredos enterrados sempre acabam vindo à tona.
Clemency estava voltando de uma viagem de férias. As merecidas férias que ela sempre precisou e que tanto ansiava agora também estavam terminando e ela tinha que encarar a viagem de volta de avião. Não que fosse uma pessoa que tinha problemas com isto, bem longe, mas gostava de estar segura. E foi no voo de volta para Londres, onde morava, que ela conheceu Sam, um homem que de início nem sequer pareceu olhar para ela. Sentou ao seu lado e fingiu não se importar. Mas aos poucos quando ela mais começava a precisar de alguém para conversar o momento surgiu e ali durante aquelas horas eles se conheceram e parece que algo mais do que uma simples conversa e amizade havia iniciado. Até ele sumir depois de sair do avião.

Clemency adorava trabalhar com vendas, era uma profissional excelente e tudo o que iniciava acabava em total sucesso. Sua irmã Belle, que na verdade não era sua irmã de verdade, mas somente por casamento de sua mãe com o pai dela, já era bem diferente. Adorava gastar, já que seu pai era rico, não conseguia parar em emprego algum e não via problemas com isso de nenhuma forma. Mas elas tinham alguns juramentos juntas de tantas brigas que tiveram no passado.

"Porque, ás vezes, não importava o quanto apertasse o botão de apagar, aquilo que você estava tentando tirar do cérebro simplesmente se recusava a desaparecer." P.41

Quando Clemency recebe uma proposta irrecusável para ir morar em St. Carys, no litoral da Inglaterra, ela vai com muito gosto para poder trabalhar em uma imobiliária e ficar próximo de um mar lindo. Lá conhece Ronan, que logo se torna seu melhor amigo e parceiro de negócios, um homem sedutor e solteiro, mas que não quer ter uma vida conjugal, mesmo que sua mãe adotiva deseje com todas as suas forças.

O problema surge quando Sam, aquele mesmo que Clemency viajou resolve ir morar naquele lugar. Ela sabia que por ele ter fugido depois de tudo tinha algo de muito secreto, mas estar agora perto dele parecia fazer com que tudo voltasse a tona e o seu coração queria muito estar perto dele. Porém a grande surpresa é que a nova namorada de Sam não era ninguém menos que Belle, sua irmã. E elas tinham juramentos. Agora Clemency precisava viver sua vida como se Sam, tão perto dela, não existisse novamente.


Há alguns anos atrás eu li um livro da Jill Mansell, então quando vi este lançamento sabia exatamente que seria uma boa obra e acertei em cheio. Apesar da sinopse parecer muito com a questão de se ter um clichê e sim, é um pouquinho clichê o que acontece, também mostra muitas coisas diferentes em relação a amizade, ao convívio com duas mulheres que só são irmãs por um casamento dos seus pais e que precisam conviver com isso.

Mas primeiro quero falar sobre o cenário. No início do livro vai ter um mapa explicando como é St. Carys, onde cada personagem mora, com cada casinha desenhada. Eu adoro isso já que meu guia geográfico é totalmente infundado quando penso em localizações. Além disso por ser uma praia, uma baía,  acho muito legal a descrição da autora que tende a mostrar o lugar com uma beleza bem natural mesmo que tenha seus diversos turistas e com seus moradores locais.

 


Outra coisa legal são os diversos personagens secundários que fazem o enredo ficar bem mais rico. Não daria para fazer uma história com somente quatro personagens e ficar parecendo natural. Por isso tem bem mais envolvimentos e relações lindas, com mistérios e segredos que aos poucos vão surgindo.

Claro que não é uma obra que vai sair muito da questão dos problemas que todos enfrentam, os dramas, as questões amorosas, mas é um livro que foi tão gostoso de ler que passa rápido demais. Confesso que em diversos momentos tive aquela relação de raiva cm certos personagens e ter a paciência que Clemency tinha, por exemplo, já era um dom que eu teria que trabalhar por algum tempo.

"Ao mesmo tempo, Sam dissera para si mesmo que eles ainda poderiam ter anos juntos pela frente, talvez até décadas, ates que aquilo acontecesse. Porque não dava para saber, dava? Havia histórias de pessoas que se recuperavam milagrosamente." P.190

Mas como sempre quis morar em um lugar pequeno, principalmente que tivesse mar, me identifiquei muito com tudo isto. A diagramação é sempre aquela com as páginas amarelinhas que facilitam a ceguinha aqui a ler e os capítulos são intercalados entre os personagens.

Lógico que o final é meio previsível, mas valeu cada página lida como um suspiro de romance.


E mais um livro da autora que eu amo muito vai chegar no mês de setembro às estantes do país todo. 
Kristin Hannah foi para mim como uma leitura em seu primeiro livro que falava sobre guerra e família quando li Jardim de Inverno, ainda quando publicava pela editora Novo Conceito.

Cada livro que ela escreve fala tanto de laços de família ou de guerra de uma forma real e dolorida, que parece que estamos passando pela mesma experiência naquele momento. E agora a Arqueiro vai trazer mais um livro dela.

TEMPO DE REGRESSO
Kristin Hannah
Lançamento: 09/09/2019

Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.
Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Sensível e divertido, Tempo de regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.
E para quem comprar em pré-venda, também ganha um brinde bem legal junto com o livro!

A autora tem vários livros lançados pela editora Arqueiro e você pode conferir quais são através deste link, lembrando também que o livro Amigas para Sempre, que foi publicado pela autora com a Arqueiro vai virar série com dez episódios pela Netflix!