Autora: Nora Roberts
Título Original: Bay Of Sighs
Páginas: 288
Ano: 2018
Editora: Arqueiro





Para celebrar a ascensão ao trono de sua nova rainha, as deusas da lua criaram três estrelas, de fogo, água e gelo. Mas a deusa da escuridão as fez cair do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos. Os seis guardiões, três homens e três mulheres de natureza especial, seguem unindo forças na busca pelas estrelas.
Com sua bússola mágica, Sawyer King os transporta para a ilha de Capri, onde está escondida a Estrela de Água. Agora, eles vão precisar contar ainda mais com a sereia Annika. Nova neste mundo, sua pureza e beleza são de tirar o fôlego, assim como sua lealdade e disposição em proteger os novos amigos.
Sawyer logo se vê atraído por seu espírito alegre. Mas Annika deve voltar para o mar em breve, e ele sabe que, se permitir que ela entre em seu coração, nenhuma bússola será capaz de guiá-lo para a terra firme…
Enquanto isso, na escuridão, Nerezza está furiosa com a primeira derrota e planeja um retorno ainda mais maligno. Ela perdeu uma estrela para os guardiões, mas ainda há tempo para derramamento de sangue. Pois uma nova arma está sendo forjada. Algo mortal e imprevisível.
Nesse segundo volume da trilogia Os Guardiões, temos situações inusitadas. Depois de resgatarem a estrela de fogo, nossos heróis partem de Corfu para Capri em busca de mais uma aventura que desta vez também vai colocar todos os personagens em um ritmo de avenura e mistério. Riley já tem um local seguro para passarem alguns dias. Doyle verifica o perímetro e Bran se prepara para proteger o lugar. 

"– Capri nem sempre foi uma ilha e é habitada desde o Neolítico."

Não há mais segredos entre os seis, mas o perigo continua a espreita. Sasha viu que eles terão um inimigo mortal que vai se aliar a Nerezza, a Deusa da escuridão que cresceu muito com a sua força e assim montou um exército para lutar contra os seis guardiões. O intuito real de Nerezza é causar a maior dor possível e impedir que todos consigam alcançar aquilo que almejam.

"Então as deusas da lua – Celene, a vidente; Luna, a gentil; Arianrhod, a guerreira – uniram seus poderes mágicos para proteger as estrelas."

Annika vem descobrindo coisas sobre o amor e pergunta a Sawyer, do modo natural, inocente e verdadeira que tem. O que gera boas risadas e o deixa constrangido. Muito fofo quando ele pede que ela fale com as amigas. Sasha evolui nos treinamentos e no seu dom.

 


"Mente, coração e espírito são armas tão importantes quanto espadas, presas e até mesmo magia."

Em suas batalhas há sangue e dor. Medo e receio, mas eles são os seis. Se deixarem de ser, terão fracassado. E isso não está nos planos.

"– Provaram que têm coragem. E a coragem é mais real quando há medo."

A diagramação como li via e-book não dá para ser muito detalhada porém a escrita está bem definida e gosto dos livros que a Arqueiro publica, ainda mais quando são sagas da Nora Roberts. O bom é que neste livro já não tem toda a parte da introdução do primeiro livro, mas algumas coisas vão aparecer para relembrara  história do primeiro.

Algumas partes ficaram meio repetidas, apesar de não atrapalhar a leitura, é perceptível. No entanto não conseguia largar, pois queria saber o que iria acontecer no final. A leitura flui e além de romance temos momentos divertidos. Acompanhar esses heróis nessa aventura tem sido maravilhoso. Ainda mais escrito por uma autora que admiro tanto.




Para quem gosta de novidades e está sempre conectado no Kindle ou em outros formatos de leituras de e-books como eu, venho trazer uma dica de leitura bem legal de um autor nacional: Fábio Magalhães.


POR QUE OS ADULTOS CHORAM
Fábio Magalhães
Páginas: 269
Comprar: Amazon
Disponível Kindle Unlimited

Você provavelmente está em busca de um bom argumento que te convença a ler esta história. Sinto muito, mas não te darei um só motivo para iniciar esta jornada. Pelo contrário, darei várias razões para não lê-la. Você está sujeito a passar por fortes emoções, guerras, despedidas, perdas, revoltas, traição e, até mesmo, chorar em algum momento dela.
A história se passa nos EUA, e tem como cenário um centro clínico para tratamento de pacientes oncológicos: o Hospital Albert Einstein. Acredito que você já pode imaginar o que vem por ai, não é mesmo?
Lá, o destino cuidou de unir três pessoas totalmente diferentes. A primeira delas é Johnson Scott, um veterano da Segunda Guerra Mundial, uma pessoa amarga, fria, estúpida e muito mal-humorada. A segunda pessoa é Eric Carter, de apenas oito anos de idade, filho único de Thomas e Elizabeth Carte; um menino sonhador, alegre e muito curioso, que após descobrir uma grave doença, acaba indo para esse mesmo lugar. Já a terceira pessoa, é a jovem enfermeira Rose Collins, de vinte e um anos, que perdeu seu pai quando ainda era criança, e que terá como missão, cuidar dessas outras duas pessoas.
Agora cabe somente a você decidir se deverá ou não ler esta obra e descobrir por que os adultos choram.


Também tem disponível mais uma obra publicada pela Chiado Editora e pode ser adquirida no mesmo site.


RELATO DE UM ANJO
Fábio Magalhães
Páginas: 159
Comprar: Amazon

Você desistiria da eternidade para cuidar da pessoa que você ama, mesmo sabendo que poderá se perder nas trevas para sempre? Essa é uma história de um anjo que desistiu da eternidade para cuidar do amor de sua vida.
Uma emocionante história de um casal de jovens que tem a mesma paixão em si: “escrever”. Conheça melhor essa história que é narrada pelo jovem Felipe, e que traz uma emoção diferente a cada pagina virada, formada de poemas e poesias. Vale a pena ler e emocionar-se com essa trajetória de vida.

Para conhecer mais sobre o autor fica a dica do perfil de Fábio Magalhães no Facebook!





Autor: Bruno Atti
Título Original: Fixação
Páginas: 256
Ano: 2018
Gênero: Romance
Editora: Quatrilho Editorial


Dr. Carlos Vieira é um psiquiatra que recebe a visita de uma paciente inesperada. Carina Kross se apresenta dizendo que não necessita de terapia, apenas de um par de ouvidos para poder desabafar sobre o que vem lhe atormentando. Na medida em que o intrigante caso de Carina é apresentado a ele, Carlos percebe que algo está errado. Não somente com a história em si, mas também da maneira com que ele começa a se sentir e envolver-se com a trama, assim como, com sua misteriosa paciente.


Carlos Vieira é um médico psiquiatra na famosa capital gaúcha, Porto Alegre. Por mais que agora ele se importe com os seus pacientes há um ano atrás ele estava em um buraco sem fundo, envolto em vícios após a separação de sua esposa.

O que ele encontrou para afogar as suas mágoas foi a bebida, a cocaína e mais mulheres e assim conseguiu fazer com que até sua filha não o quisesse mais vê-lo e isto já fazia anos. Agora ela estava adulta e não queria sequer conversar com ele por telefone, imagina ver ele pessoalmente. A mágoa pela esposa ter encontrado outra pessoa também não tinha passado, mas ele também não tinha se esforçado o suficiente, pois pensava em trabalho o tempo todo para que o luxo não desaparecesse.

Seu consultório fica localizado em um bairro chique de Porto Alegre. Os pacientes agora são muitos e sua secretária, Magda, é a pessoa perfeita que cuida de tudo para Carlos. Depois de sofrer um grave acidente e passar por uma experiência de pós-morte, ela faz de tudo para viver de uma forma mais tranquila ao lado de sua sobrinha.

"O rosto de Carina Kross pareceu ter sido tomado por uma sombra quando ela mencionou aquela última frase. Uma sombra que sumiu logo que o barulho do bipe começou a berrar anunciando que o tempo da consulta havia se encerrado." Pág. 65

Carina Kross caminha pelas ruas de Porto Alegre procurando o endereço do psiquiatra. Não que precise mesmo de um, mas de fato contar aquela história para alguém precisa ser feito antes que ela realmente enlouqueça. Todos aqueles acontecimentos estranhos não saem da sua cabeça.

Ter saído de Nova Petrópolis onde morava com seus avós, depois ido para Porto Alegre e conseguido uma vaga na faculdade em Campinas aconteceu muito rápido. Medicina não era fácil e sabia que precisava estudar muito. Conheceu algumas amigas e até um namorado, mas aos poucos tudo foi ficando estranho e no fim as amizades se desfizeram.



"Carlos olhava, completamente atônito, para aquelas frases que ocupavam a primeira página inteira do bloco. Escritas de forma desconexa e desordenada , porém de maneira a tentar fazer como se aquilo tivesse sido a transcrição de uma conversa. Ele se mantinha em silêncio e suava frio ao ameaçar virar a página." Pág. 73
Mas as cenas finais ela não esquecia. Tinha voltado para Porto Alegre e precisava contar ao psiquiatra. Então lá estava, na frente daquele doutor e prometeu que em apenas quatro sessões contaria tudo, sem pontas soltas e sem ajuda após isso.

E foi assim que eles se conheceram e que tudo virou um pesadelo total.

Como começar a descrever esta história? Eu ainda estou presa ao final dela. Cada vez que apago a luz ao dormir relembro o final da história. 

Bruno Atti é um autor conterrâneo, gaúcho da minha cidade de Caxias do Sul, mas infelizmente até então eu não o conhecia. Ainda bem que pelos rumos do destino consegui entrar em contato com a escrita do autor que possui além desta obra mais dois livros publicados. De início fiquei meio ressabiada por não conhecer muito da obra, porém somente a primeira frase da sinopse já me deixou intrigada.

"Naquela noite eu recebi mais três ligações daquele número... Todas do mesmo jeito... Eu atendia e nada... Só o barulho que parecia ser de alguém respirando do outro lado da linha... Fui dormir e, quando o despertador tocou, no dia seguinte, eu vi que tinha uma mensagem no celular daquele número..." Pág. 103

Os primeiros capítulos mostram a apresentação da vida de Carlos Vieira e de Carina Kross, os personagens principais da trama. Confesso que a única coisa que me incomodou na leitura foi que os pensamentos e alguns diálogos que aparecem possuem uma característica muito forte em palavrões e agressividade, como se os personagens estivessem sempre com raiva ou fossem sarcásticos.

Porém sobra pontos positivos. O primeiro deles é o conhecimento do autor na linguagem coloquial regional. Eu moro no Rio Grande do Sul há mais de vinte anos e mesmo assim não saberia escrever da mesma forma os trejeitos gaúchos ou até a cultura geral.

Outra questão é o suspense colocado. Como a história se passa em quatro sessões entre paciente e psiquiatra eu ficava esperando que tudo acontecesse rapidamente para entender oque estava acontecendo, mas os capítulos intercalados me deixavam cada vez mais curiosa a ponto de querer ir para a última página de uma vez e saber o resultado. 


É uma loucura sem fim. Os capítulos mostram que depois da primeira sessão vão acontecendo coisas diferentes na vida de cada um e também o que aconteceu na vida de Carina Kross. Posso dizer que é tudo tão inexplicável que parece que de uma ora para outra tudo vai ser consumido.

Mas tudo tem um sentido. Um após o outro. E choca. E surpreende. E vai e volta e as reviravoltas não param mais. E o que eu achei que seria uma história natural se tornou um suspense meio de terror. Os capítulos são rápidos e fluídos e as páginas da edição são brancas.

Agora o final. Ainda estou escrevendo e pensando no final. Tem acontecimentos extraordinários em diversos momentos. O livro não vai deixar a monotonia tomar conta. Tem aquele suspense e depois a calmaria e logo em seguida o suspense todo de novo e quando eu imaginei que saberia o que seria o desfecho veio o golpe fatal. Afinal, o que mais esperar de um livro além de que ele não deixe pontas soltas, certo?

Então não espere nenhuma ponta solta neste livro! E boa leitura!


O título deste post vai até parecer ofensivo para muita gente e acredito que no momento que eu faço parte de um grupo de pessoas que propaga um conteúdo para outras, precisa estar atenta ao fato do que vou espalhar e discernir o que é certo e o que é errado, conforme ao que acredito em relação a crenças e valores.

Eu me dedico à leitura há muitos anos e obviamente antes não havia este acesso à Internet ou algo do tipo, era tudo na base de bibliotecas e livros físicos. Assim, acredito que a pirataria não era um marco tão forte, uma vez que eu sempre estava na biblioteca copiando trechos de livros ou pegando livros emprestados para ler.

A questão que trago hoje aqui é sobre a pirataria de livros, especificamente os de literatura.




Qual a razão de eu ser contra a todas as formas de pirataria?

Muita gente que vai ler vai alegar que por eu ser blogueira e ter parcerias com editoras eu ganho os livros que desejo ler e desta forma fica mais fácil para mim não ter que desembolsar um valor mensal para poder ler as obras que eu desejo. Bem, em primeiro lugar eu quando comecei este blog não tinha parceria nenhuma e mesmo assim lia livros que pegava nas bibliotecas da minha universidade e da minha cidade. 

Até pouco tempo atrás não era fã de ler livros em e-book e sempre que via pessoas compartilhando material assim colocava a minha opinião contrária a este fato. Afinal, se estamos sempre reclamando da corrupção do nosso país, qual o motivo para termos que contribuir com ela? Não adianta alegar que é só um livro, pois é importante salientar que se você não aceita trabalhar de graça, precisa aceitar que quem escreve as obras e quem edita e publica também precisa gerar seus lucros.

Além disto, quantos autores independentes lançam suas obras na intenção de obter visualizações e lucros e veem todo o seu trabalho sendo passado de leitor para leitor de maneira pirata? Imagine você no lugar de uma autora? Sim, estamos com valores que podem ser um pouco altos, mas que também podem ser trabalhados conforme o mercado se adapta.



Muitas obras não são publicadas por editoras porque não houve exito na compra do livro, porém a pirataria dele foi enorme e a leitura maior ainda, mas não gerou números exponenciais para a editora aceitar publicar mais obras do autor. E sou assim com diversas coisas: Tv à cabo, filmes, energia elétrica.

Me tornei assinante do Kindle Unlimited da Amazon pois assim posso ler livros com tranquilidade e já saí de grupos de Whatsapp pois ficavam repassando e-books piratas. É injusto com o trabalho de quem escreve. É injusto com o trabalho de quem coloca as horas produzindo conteúdo. 

Caso você deseje conhecer os livros gratuitos que são baixados no Amazon, pode conhecer clicando aqui, que foi onde conheci o site sem nenhum custo e o Unlimited te dá a chance de conhecer a ferramenta por 30 dias. 

As pessoas querem sempre ganhar as coisas mas não se esforçam para alavancar de forma honesta um mercado ao qual ama tanto. 

Pense nisso se você lê livros de forma ilegal. Trabalhe neste aspecto e contribua para que a pirataria não se torne maior a cada dia. Se você não quer ser roubada em nenhum aspecto da sua vida, tente não fazer com ninguém em nenhum aspecto, este é sempre o meu lema.






Autora: Jill Santopolo
Título Original: The Light We Lost
Páginas: 272
Ano: 2018
Gênero: Romance
Editora: Editora Arqueiro


Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.
Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.
Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.
Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?

Lucy e Gabe estão no último ano da faculdade em uma aula sobre Shakespeare quando começam a perceber uma movimentação estranha acontecendo pelos corredores. É naquele momento que eles descobrem que algo terrível aconteceu na cidade em que eles moram. Parece que um avião explodiu em uma das Torres Gêmeas. Foi naquele dia 11 de Setembro de 2001, em um marco terrível para o mundo que duas pessoas começaram uma grande história. Por incrível que pareça, o primeiro beijo foi dado naquele exato dia, porém também só seria repetido muitos meses depois.

Lucy já sabia o que queria da vida: trabalhar com a criação de séries infantis para a televisão. Gabe tinha o sonho de trabalhar com a fotografia. Precisava de alguma foram mudar o mundo, intervir em algo para melhor, mesmo que fosse com a lente de sua câmera. E ao se reencontrarem um tempo depois que o romance aflorou. 

"Há momentos que alteram a vida das pessoas. Para tanta gente como nós, que morávamos em Nova York então, o 11 de Setembro foi um desses momentos. Qualquer coisa que eu tivesse feito naquele dia teria sido importante, teria sido gravado a ferro e fogo na minha mente e marcado meu coração. Não sei por que te conheci naquele dia, mas sei que, por isso, você passou a fazer parte da história da minha vida."

 A partir deste momento o amor entre os dois foi como uma grande chama que queima sem parar. Os sonhos sendo realizados, o tempo como se passasse voando, o carinho, o estar um ao lado do outro. Porém ao mesmo tempo que Lucy tinha suas conquistas junto de seu trabalho, Gabe também desejava alcançar maiores vôos e percebia que talvez ficar somente morando em Nova York não teria o alcance que ele precisava.

Quando menos se espera, os sonhos são postos em ação e tudo o que se conquista pode ser destruído.


 


" Percebi a tristeza e seus olhos, a solidão. E tive vontade de consertar aquilo, de ser seu unguento, seu curativo, sua salvação. Sempre estive pronta para ajeitar as coisas para você. Ainda é assim. É meu calcanhar de Aquiles. Ou talvez seja a minha semente de romã, que me mantém presa, como Perséfone." Pág. 29

 Eu não sabia o que esperar deste livro em um primeiro momento. Já li livros com a mesma questão de pessoas que contam a história de vida em relação ao tempo em que passam juntas e estava esperando a mesma coisa deste romance. Tinha lido algumas resenhas e nada até então tinha me chamado a atenção para alguma surpresa. Que tolice a minha pensar que seria somente um típico romance.

A narrativa por si só já me atraiu. A forma como Lucy conta a história é interessante. É a personagem contando a história desde o princípio que conheceu Gabe, e a partir daí eu entendi como uma forma de diário, porém não é diagramado como se fosse um, somente em forma de lembranças, que vão sendo elaboradas em capítulos. Assim o tempo vai passando desde 2001 até os treze anos da história que Lucy conta.


" O amor faz isso. Faz você se sentir invencível e infinito, como se o mundo inteiro estivesse à nossa disposição, tudo pudesse ser conquistado e todo dia fosse repleto de maravilhas. Talvez porque nos abrimos para alguém, nos deixamos penetrar pelo outro." Pág. 61
Conforme o tempo vai passando vamos vendo toda a fase de vida dos personagens e entendo melhor tudo o que acontece. A história é completamente emocionante e por mais que se imagine algumas coisas elas acabam acontecendo de outra forma.

O livro traz muita emoção e sentimentos e vai falar sobre amizades, família, sonhos, carreira, opções de vida e tudo o que acarreta cada opção que se toma em cada momento. 

E o final não podia ser mais emocionante. Eu queria que fosse diferente. Como queria. Mas acredito que não poderia haver uma forma mais épica para um final e não consegui conter as lágrimas. Chorei muito lendo o final desta história. 

Algumas leitoras podem nem sequer concordar com várias fases da história, mas é tão lindo ver as amigas de Lucy, o quanto as amizades são importantes mesmo quando nem sempre estão juntas o tempo todo, o quanto a família é necessário e quanto mesmo que estejamos rodeadas de pessoas muitas vezes nos sentimos solitárias.

É um livro em que me senti como se estivesse lendo meu próprio diário, excluindo algumas partes, mas parecia que ali havia um pedaço de mim. Lindo. Lindo. Lindo. 



E lá chego com mais duas mini resenhas quentinhas para quem está procurando novidades e gosta de ler em e-books. Desta vez são duas histórias de suspense bem legais, uma mais cheia de adrenalina e outra mais com mistério.



DIABINHO
Fabiana Madruga
Páginas: 47

Nos anos seguintes ao fuzilamento da Família Real Russa, exilada pela revolução bolchevique, diversas jovens russas afirmaram ser Anastasia Romanov, a filha cujo corpo não foi encontrado, dando origem a lendas e boatos que sobrevivem até hoje.
Naquela manhã, o histórico sanatório de Muscov recebeu mais um caso do que se classificava como síndrome A.R (em referência à filha do czar). Mas Milenka Andronov não parecia louca, nem mesmo aos olhos do experiente Doutor Prussev. Tratava-se apenas de uma briga entre vizinhas, segundo ela, que tinha sido denunciada por afirmar ser Anastasia. Mas o que aconteceu a partir daquele primeiro encontro entre psiquiatra e paciente, e se desenrolou em menos de 24 horas, guardou em si surpresas e reviravoltas recheadas do maior terror: aquele que se esconde nas trevas da alma humana.

Dr. Prussev era um médico psiquiatra que gostava bastante de sua profissão. Trabalhava em um hospital psiquiátrico e já entendia bastante de algumas doenças e estava testando alguns medicamentos em pacientes. O medicamento da vez era a insulina que convulsionava os pacientes e os colocava em coma por algumas horas e parecia dar certo com alguns. Irena era a sua assistente, nova e dedicada ao que ele precisasse.

Depois do fim da Primeira Guerra Mundial, a Rússia se tornou alvo de um governo de derrubou os czares e que matou a família Romanov toda. Porém, como não tinham encontrado uma das filhas, o complexo de A.R, ou seja, mulheres que se diziam ser Anastasia Romanov tinham virado moda no país e agora o doutor encarava o fato de ter de examinar pacientes e dizer se eram loucas ou somente golpistas.

E eis que surge uma mulher que parece totalmente sã, Melinka, com seus dezenove anos de idade, magra e aparentando muito mais do que esta idade. De início foi apenas uma briga com a vizinha. Uma discussão que terminou em alguns tapas. Depois foi a acusação de que Melinka havia dito que também era uma Anastasia. 

O que de início pareceu ser mais um caso de loucura se tornou um caso completamente diferente do que todos imaginavam. E o que se tem no final é o mais enlouquecedor resultado.

“A senhorita disse ou não ser, na verdade, Anastasia Romanov, a filha morta do czar Nicolau II? – o tom de voz de Prussev assumia uma altivez antes escondida por sua gentileza e educação.”

Esta história de início para mim ficou bastante confusa porque não lembrava deste fato da família Romanov, já que não sou muito ligada na história Russa, mas aos poucos ela vai sendo contada de forma bem complexa e de fácil compreensão. O que é bastante legal é a forma como a autora dá vida aos personagens ao mesmo tempo em que mostra como eram os tratamentos da época.

Fiquei grudada esperando para ver quem realmente era a suposta Milenka e como tudo iria se encaixar e foi uma grande surpresa o desenrolar da história, pois eu jamais imaginava o desfecho que aconteceu. Fiquei furiosa por um tempo e por outro tempo mais furiosa ainda, mas depois percebi que se o fato fosse diferente eu ia querer muito mais da história.

Para quem gosta de um suspense acredito que vá gostar de ler Diabinha, já que é uma leitura bem rápida e envolvente.



A ILHA
Paulo Mateus
Páginas: 41

Verônica acorda dentro de uma caixa de madeira que está despencando do céu, confusa ela consegue se libertar mas é atacada logo em seguida por um selvagem. Por sorte Said consegue salvá-la e eles entram na floresta, onde todos os mistérios e perigos estão escondidos.
“Ela fitou aquela massa estranha, um pouco da lama caiu e foi levada pelo fluxo de água, o rosto de Verônica se contorceu em uma expressão de medo e assombro. Ela estava segurando um rosto humano bem diante de si.”


Em um momento Verônica está dentro de uma caixa e em outro cai em uma ilha com um selvagem tentando matá-la. Ao olhar ao redor percebe que tudo ali é desconhecido e não parece haver nenhum tipo de civilização. 

Said vê uma nova humana em perigo e é quando decide salvá-la de mais um selvagem. Afinal é só mais um louco que quer se alimentar. Está há tantos anos naquela ilha que ver mais uma pessoa chegar é como uma alegria, o problema é não saber se vai durar mais do que alguns dias.

Ao se juntar ao Said, Verônica conhece os perigos de uma ilha onde os humanos são jogados após o mundo ser tomado por robôs e ali eles têm uma nova chance de vida. Porém novas tribos surgiram e nem todas elas são muito sociáveis e vários outros perigos fazem de tudo para que eles não consigam chegar até o ponto principal.

“ - Eu e mais quatro pessoas conseguimos chegar até aqui usando um dirigível, mas depois de alguns ataques de selvagens e de robôs apenas eu consegui sobreviver.”

Este foi o primeiro conto que li do autor, já que ele tem vários disponíveis no Kindle. Fiquei surpresa com a qualidade da escrita dele e como eu gostei de ler algo diferente. No início me imaginei revendo Lost e depois pensei que seria algo como o filme Predadores, mas aos poucos foi sendo mostrado uma cena após a outra e fui me apegando a cada adrenalina que surgia.

No final eu já queria um livro inteiro com os personagens e queria saber mais sobre todas as pessoas que vivem na ilha e como sobreviveram pelo tempo que estão ali. O conto não é monótono, pelo contrário. E o resultado dá a entender que uma continuação seria muito bem vinda.







Desta vez a opção de assistir a Netflix ficou por conta de uma obra de ficção científica, a qual eu já estava também registrando no calendário para não deixar passar a data.

Quanto mais usuários definem as opções de preferência, mais a Netflix aposta em temas diferenciados para fazer obras originais, sendo que os filmes são muitas vezes já escritos por roteiristas que não tiveram a chance de colocar o seu negócio em uma outra plataforma.

Extinção foi o caso. Este filme aceito pela Netflix para produção foi quase engavetado e não seria produzido o que ao meu ver, seria uma perda para os espectadores que curtem o gênero, já que tem em enredo relevante e uma característica bombante: um reviravolta tão chocante que bate de frente com os clichês de filmes alienígenas.

Sinopse:
Após ter sonhos recorrentes com a perda da família, um pai, Peter,  vê seu pesadelo virar realidade quando o planeta é invadido por uma força destruidora. Agora, lutando pela sobrevivência, ele descobre que tem uma força até então desconhecida para mantê-los longe do perigo, sua esposa, Alice e suas duas filhas.

Extinção começa mostrando uma família de quatro membros: Peter e Alice como um casal e suas duas filhas. Uma mais nova e uma na pré-adolescência. O lugar todo e a cidade é altamente limpa, sustentável, bem futurista. Sabe aquele tipo de cidade onde não se vê nada fora do lugar? Basicamente assim. O que fica fora do padrão é que  logicamente temos as divergências que sempre vemos em famílias comuns: os desafios do convívio.

Aparentemente Peter é um homem que começa a sofrer com diversas alucinações enquanto dorme, como cenas em que ele vê a cidade sendo invadida, pessoas sendo mortas, ele se vê machucado ou diversas cenas distintas. Isso o está tornando cada vez mais ansioso e começa a afetar diretamente em seu convívio social e pessoal. 


Alice se sente perturbada pelos pesadelos do marido e pede para que ele procure atendimento médico. Quando Peter começa a ter os pesadelos também durante o dia ele realmente resolve buscar ajuda e encontra outra pessoa com o mesmo problema que ele. 

Mas o mais legal é que não dá para entender direito toda a história sobre o que acontece durante os pesadelos e a curiosidade vai aumentando conforme vai ocorrendo a narrativa. E é durante um jantar que tudo o que o Peter sonha começa a acontecer de verdade. Até aí tudo o que eu falei dá para ver assistindo o trailer. 


O porém começa quando não se percebe os detalhes e acredite, eu percebi alguns mas achei que fossem consequências de alguma falha de enredo. Que ingenuidade a minha. Se você conseguir notar as sutilezas dos pequenos detalhes vai conseguir se dar conta de que existe algo a mais na história que vai ser parte da grande reviravolta no filme. Eu fiquei chocada. Ficava me perguntando: " Como não percebi isso?" 

A reviravolta é tão grande, mas tão grande que eu demorei uns bons dez minutos para conseguir me adaptar e voltar tudo o que tinha assistido para poder encaixar o roteiro. Estava tão lógico na minha frente, mas nosso cérebro não está treinado para ver as coisas óbvias demais! E tudo fez sentido, tudo aquilo que eu estava achando de ruim no filme pois talvez fosse erros de gravação, de escolha de atores, sei lá!

Não sei se me faço entender, por isso é somente assistindo a este filme que tudo vai fazer sentido. Uma lógica tão grande que é impossível recusar o pensamento de que tudo o que se torna real no filme também pode se tornar real em nosso futuro.



Tenho certeza de que você vai tirar conclusões tão precipitadas como eu. Depois de ver o que acontece vai ficar se perguntando como aquilo aconteceu sem que você percebesse todas as coisas e veja bem, elas estão ali o tempo todo.

Um filme muito bem elaborado com um final estruturado. Afinal qual realmente é a verdade? Aquilo em que você vê e confia todos os dias ou aquilo em que você nunca viu?




Autora: Lisa Kleypas
Título Original: Marrying Winterborne
Páginas: 336
Ano: 2018
Gênero: Romance
Editora: Editora Arqueiro


Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais.No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda.Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão.Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.
Helen é a irmã mais velha que restou de todos os irmãos da família Ravenel. Na verdade o irmão Theo morrera há menos de um ano, após casar com Kathleen e durante uma briga, ao sair com o cavalo totalmente arisco da esposa, caíra e batera a cabeça. Agora na família ficara somente Helen, Pandora e Cassandra.

Claro que O Priorado Eversby foi herdado por Devon que começou a cuidar de toda a propriedade e também deixou as garotas residindo no local. Também contara com a ajuda do irmão West, um solteirão inveterado e que se apegou a todos os arrendatários tentando fazer a melhoria nas condições de toda a propriedade.

Agora que Kathleen e Devon estavam casados e Helen havia ficado noiva de Rhys Winterborne com a inicial necessidade do dinheiro, tudo o que aconteceu foi um grande mal entendido. O noivado parecia ter sido desfeito, Helen estava triste, Rhys insultou Kathleen e Devon não podia ver o amigo na frente por nada.


"Helen não poderia negar que os atrativos pessoais do Sr. Winterborne estavam no alto de sua lista de considerações. Um homem em seu auge, que irradiava uma energia impressionante, uma espécie de vitalidade animal que ela considerava ao mesmo tempo assustadora e irresistível." Pág. 29

Mas Helen é uma mulher decidida. Ter Rhys por perto a deixa fascinada e o que ela mais quer é ficar perto dele e mais do que isso, casada. Agora que seu primo conseguiu melhorar toda a condição do Priorado, Helen vai poder mostrar que jamais se casaria somente por dinheiro e vai até Rhys para solicitar que ele retome o noivado com ela, mesmo que seu primo seja totalmente contra. Porém a proposta que Helen recebe é de consumar o noivado antes que o casamento aconteça.

Só que um segredo escondido há muitos anos acaba sendo descoberto e Helen vai precisar de muita coragem para encarar toda a verdade, até porque ela também decide que seu coração precisa falar mais alto e que não pode deixar que mais tarde um arrependimento maior surja.

E é em meio a todo este caos de segredos e mistérios que o amor entre diversas pessoas vai colocar à prova toda uma história de gerações.

 

"Helen dissera que queria aventura. Mas aventuras acabavam se tornando cansativas, e então era hora de voltar a tudo o que era seguro e conhecido. O que aconteceria quando ela quisesse voltar e percebesse que sua vida jamais poderia ser como antes? " Pág. 65

Não tenho palavras suficientes para começar descrever a história que já começou no primeiro livro da saga: Um Sedutor Sem Coração. No primeiro livro já há a apresentação de Rhys Winterborne e de sua intenção em se casar com Helen e de como tudo acontece até que se inicie este segundo livro.

Já deixo aqui explícito que não dá para ler este segundo volume sem ter lido o primeiro, já que a autora mesmo utilizando de memórias para relembrar o que houve no primeiro, deixa a leitora com muita curiosidade sobre todos os acontecimentos e também porque no primeiro volume é que se conhece toda a razão das irmãs estarem onde estão.

Eu amo romance de época e mais ainda quando a trama entre as sagas são bem construídas. Tinha lido até então somente dois livros da Lisa Kleypas e somente um deles era voltado para a questão de época. O primeiro livro da saga é mais romance e descrição e este segundo é tão envolto nos dois personagens principais que me afeiçoei demais.

O melhor de tudo isto é que eles são parecidos, apesar de que Rhys seja galês e tenha um pulso mais duro, mas eu dei tantas gargalhadas neste volume que era impossível não amar  mais ainda as intenções de romance dos dois.


"Eles não haviam conversado sobre aquilo durante o primeiro período de noivado dois dois - na época, Rhys estava incomodado demais com sua inferioridade social, e Helen não queria correr o risco de ofendê-lo. Ele ficou aliviado por finalmente poder ser franco com ela. Ao mesmo tempo, contudo, admitir que casar com ele a rebaixaria na escala social deixou um gosto amargo na boca de Rhys." Pág. 152

A história é cheia de imprevistos. Uma hora estava alheia ao romance e de repente do nada surgem segredos que colocam todo o romance à prova de tiros e sacrilégios. Eu fiquei tão feliz nas atitudes tomadas por Helen, pois sabia que eu faria exatamente as mesmas coisas que ela.

Lisa Kleypas também insere neste volume personagens que são perfeitos em diversos momentos, como a a Dra. Garret. Uma médica que logicamente sofre com o preconceito da época, mas que é capaz de machucar um ser humano somente com o olhar. Totalmente determinada e muito humilde, ela é uma personagem que eu gostaria que tivesse um volume próprio.

Já não vejo a hora de ter o próximo volume para ler e poderia tecer milhares de elogios a esta saga que está sendo uma das melhores para mim até o momento. Divertida, sentimental e romântica, Os Ravenels tem tudo para entrar no topo da lista de melhores romances de época.

Nada como ter Lisa Kleypas como uma autora que sabe o que faz!